Aproveitando o dia mundial do meio-ambiente, aceitamos a sugestão do amigo Luiz Guilherme da M. L. Jorge, que nos enviou a fonte e todos os dados, para estender a série de Comparação Lula x FHC, incluindo um post com o comparativo dos dados do desmatamento na área da Amazônia legal nos respectivos governos.

Dividimos os períodos de acordo com os ministros do meio-ambiente que ocuparam o cargo para traçarmos desempenhos em períodos menores e depois compará-los aos demais períodos. Assim temos o período Gustavo Krause (1995-1998), o período Sarney Filho (1999 – 2002), o período Marina Silva (2003 – 2008) e o período Carlos Minc (2008 – 2009). No gráfico abaixo podemos visualmente perceber como se comportou o desmatamento nos mandatos de cada ministro:

A tabela abaixo mostra os valores em Km² de desmatamento na Amazônia legal ano a ano e os desempenhos de cada um. Destaca-se que no primeiro ano de FHC o desmatamento na Amazônia legal chegou ao seu nível recorde, quase 30 mil Km² desmatados em apenas um ano e em 2009 o país chegou ao menor patamar já atingido, com 7464 Km² desmatados, o que ainda é muito, mas que representa uma redução consistente e sustentável,

Na tabela abaixo quantificamos os desempenhos em cada mandato, levando em conta a variação entre o desmatamento na Amazônia legal do ano anterior ao que cada um assumiu até o último ano que administrou. Nos mandatos dos dois ministros de FHC o desmatamento aumentou. Em cinco anos de Marina Silva à frente do ministério houve redução de 46% do desmatamento. Em apenas dois anos de Carlos Minc como ministro houve redução de 36% do desmatamento. Se a comparação for entre governos a diferença se amplia, pois enquanto em oito anos de governo FHC o desmatamento cresceu 45%, em sete anos de governo Lula houve redução de 66%. Os números são gritantes e mostram como as políticas dos dois governos em relação ao meio-ambiente são absolutamente diferentes, uma eficiente a outra não.

Nota: Não foram incluídos os nomes dos ocupantes dos mandatos tampões que ocorreram em períodos de desincompatibilização eleitoral porque os ocupantes dos cargos apenas deram sequência às políticas iniciadas por quem eles substituiam, portanto o responsável pela política no período é o ministro substituido.

Fonte:

PROJETO PRODES

MONITORAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA BRASILEIRA POR SATÉLITE

Agradecimento pela busca dos dados e sugestão do post:  Luiz Guilherme da M. L. Jorge

Por Luiz Guilherme:

Estranhamente a Marina saiu do governo cuspindo fogo , alegando que não havia apoio às políticas de preservação do meio ambiente , mesmo após o governo Lula ter apresentado uma boa redução . Porém no seu último ano de gestão da Marina (Marina sai em mai/2008 mas a leitura é feita agosto/07 a agosto/08 portanto o desmatamento de 2008-12.911 Km2 é devido à Marina) o desmatamento já estava voltando a se elevar , possivelmente pela mesma já estar de olho em se juntar ao PV-PSDB-DEM-PPS , portanto , sua saída foi muito bom para o Governo Lula-Dilma e para o Meio Ambiente , já que entrou o Minc com todo gás .

Com a saída da Marina e Entrada do MINC com apoio da Dilma aí é que o governo LULA-DILMA-MINC realmente conseguiram uma maior eficiência na redução do Desmatamento e ainda obtivemos grandes avanços na liberação da Licença da hidrelétrica de BeloMonte . Ou seja desenvolvimento sustentável com respeito ao meio ambiente.

Uma das falácias mais repetidas pela velha mídia é a de que o presidente Lula teria mantido os fundamentos macro-econômicos definidos pelo governo FHC desde o plano Real e esse seria o motivo do seu sucesso. Provavelmente se fosse vivo, até Goebbels se surpreenderia de estarem levando a ferro e fogo sua tese na qual a mentira se for repetida à exaustão passa a ser considerada uma verdade inquestionável.

Quem tem memória e acompanhou com preocupação tudo o que aconteceu na política do país pelo menos nos últimos 16 anos sabe que as bases macro-econômicas que Lula prometeu manter na histórica “Carta ao povo Brasileiro” não eram políticas de estado de FHC  e muito menos implantadas no plano Real e sim imposições do FMI para poder mais uma vez tirar o país do fundo do poço que a administração tucana o enfiou por mais de uma vez.

A empulhação mentirosa cuja musa é a Míriam Leitão, defende a tese que todo o sucesso do governo Lula é fruto do que foi plantado pelo FHC e que este último apenas teve um azar danado com as condições internacionais mas, os fatos e dados que eles tanto fogem mostram que essa tese não se sustenta em cinco minutos de discussão. Os números mostram que durante o governo FHC o país viveu dois momentos distintos: no primeiro mandato a ilusão de um cenário artificializado pela âncora cambial que resultou no maior derrame nas reservas internacionais que se tem conhecimento na história do país e no segundo onde o país viveu um caos e perdeu tudo que tinha conquistado no primeiro momento do Real, tendo que ser salvo várias vezes pelo FMI, que além de pagar nossas contas ditava como deveríamos conduzir a economia e limitando investimentos sociais. O governo FHC foi marcado pela estagnação de uma economia que crescia bem menos que a inflação, pelo apagão de investimentos que até hoje sentimos as consequências e pela quantidade de desempregados que lançou na sociedade porque a economia estagnada não gerava os empregos para suprir a demanda dos novos trabalhadores que chegavam ao mercado de trabalho. Separamos algumas séries históricas de indicadores econômicos e de atividade para poder mostrar um pouco  como o país se comportou nesses parâmetros durante os dois governos, e eles mostram claramente uma mudança de sinal que apenas acontece quando se imprime uma mudança real na forma e responsabilidade como é tratada a coisa pública.

O gráfico abaixo mostra como variaram nos dois governos: a taxa de juros selic definida pelo Banco Central, a taxa de inflação pelo IPCA e a Taxa de juros real (SELIC – IPCA), todas com intervalos mensais anualizados. O gráfico mostra os picos de taxas de juros das crises de 97 e 99 e da liberação do câmbio no início do segundo mandato de FHC, o que significa que em crises bem menores que a de 2009, o país teve que tomar medidas mais drásticas pois a nossa economia tinha se tornado fragilizado com a sangria de nossas reservas, que foi o custo da reeleição do FHC. Também é importante salientar que durante todo o seu governo manteve a taxa Selic em torno de 20% ao ano, mostrando como o país pagou o preço da estagnação para sustentar um controle inflacionário apoiado em fundamentos equivocados, além de evidenciar a incoerência dos tucanos quando hoje criticam os juros reais de pouco mais de 4% ao ano.

Um indicador de atividade que mostra bem a saúde da economia de um país é o  índice de utilização de capacidade instalada da indústria que é uma espécie de termômetro da confiança do investidor e da demanda de nossos produtos. O aumento da utilização da capacidade instalada mostra que houve um aumento na demanda pelos produtos fabricados ou um acréscimo de investimento que significa que o empresário confia que o mercado consumidor se aquecerá em breve. Também é um indicador que revela em vários momentos no governo FHC (96, 97, 99, 2001) a utilização da capacidade instalada do país esteve em níveis alarmantes comuns a períodos de recessão econômica, e que no Governo Lula apenas na grande crise de 2009 a utilização caiu bruscamente mas, rapidamente retomou a trajetória de crescimento. Para facilitar a compreensão da tendência de queda do Governo FHC e de subida do governo Lula, nós traçamos uma linha calculada por polinômio (opção do Excel 2007).

Para completar, a série histórica da pontuação do índice Bovespa que é um indicador que reflete a forma como os investidores internacionais melhoram suas posições em relação ao potencial do país enquanto bom investimento. O investidor internacional aumenta os seus investimentos à medida que tem confiança nos fundamentos da economia e esse aumento é notável após 2003 e mesmo sofrendo um baque durante a crise de 2009, logo recuperou a trajetória de crescimento, principalmente depois que o país demonstrou durante a crise que realmente é digno da confiança depositada até aquele momento. Um dado de extrema importância que mesmo com a diminuição gradativa da taxa de juros reais os investimentos continuaram crescendo o que mostra que além de serem muitos superiores, a qualidade também aumentou porque se antes vinham atrás de especulação e lucro fácil pelas taxas de câmbio exorbitantes, agora passam a procurar um mercado promissor com os investimentos feitos a prazos maiores.

Espero que esse artigo tenha fornecido subsídios para futuras discussões sobre o assunto, pois é importante ter argumentos para rebater os adeptos da verdade única que usurpa o sucesso do governo do presidente Lula tentando atribuí-lo a um governo que fracassou. Todos os artigos dessa série não se tratam de simples comparações de dados dos dois governos, abordamos e aprofundamos nos assuntos para não dar margens a contestações e desqualificações, como já aconteceram algumas em comunidades do Orkut mas, que já foram devidamente rebatidas porque nós aqui lidamos com dados reais que podem ser verificados.

Fonte dos dados desse artigo: CORECON/SP – Caminho: Indicadores e Pesquisas / Séries Históricas

Informações adicionais:

  • Nos meses de Dezembro de 94 a junho de 95, a anualização não levou em conta a inflação anterior a julho de 94 para não ser contaminada com a inflação pré-real sem prejuízo da análise dos números
  • O índice Bovespa de Dezembro de 94 a Fevereiro de 97  foram reajustados para que possa ser verificada a sua trajetória pois, em março de 97 A Bovespa promoveu uma divisão do seu índice pelo quociente 10.

O quadro abaixo é uma contribuição do amigo leitor Rogério Bressan, que pesquisou a compilou os dados usando como fonte a revista  Conjuntura Econômica o IBGE e o IPEA.

A pobreza é a maior de todas as mazelas do nosso país, é a chaga aberta que nos faz lembrar que por mais que o país demonstre essa pujança econômica ainda temos muitas pendências para resolver antes de nos considerarmos uma potência mundial.

Não, não estou querendo salvar o combalido complexo de vira-latas, que é tão difícil de se livrar, esta é apenas uma realidade para a qual não podemos fechar os olhos. Os governantes anteriores trataram os pobres como mão de obra barata e um estorvo para a elite econômica, que preferia quando não tinha que dividir com a “gentalha” o direito de eleger seus governantes. Essa política de governar para os ricos criou um distanciamento cada vez maior entre ricos e pobres, e excluiu os últimos do mercado consumidor, condenando o país a anos de crescimento econômico pífio.

No final do governo do presidente Itamar Franco, com o controle inflacionário, pouco mais de 18% das pessoas miseráveis ultrapassaram a linha da pobreza, e depois de ficar 7 anos estagnada durante o governo FHC sem apresentar melhora, a diminuição da miséria retornou a partir de 2003 e vem mantendo trajetória de queda progressiva desde então.

Redução da Pobreza entre 1993 e 2009 (Clique na imagem para ver com resolução superior)

O gráfico acima mostra que após a queda da pobreza da ordem de 18,47% no final do mandato de Itamar Franco, o governo FHC é marcado pela estagnação da taxa, que sofre nova queda ainda maior a partir de 2003, e vem se confirmando ano a ano segundo dados da série histórica do PNAD,e que só até 2008 já havia sofrido redução de 43%, mostrando como são falaciosos os argumentos de quem afirma que o decréscimo da pobreza é uma constante entre os dois governos. Não é, e esse gráfico prova isso.

Evolução do Rendimento médio mensal do Brasileiro (Clique na imagem para ver com resolução superior)

Outro parâmetro que mostra a diferença de resultados entre os dois governos e que normalmente reflete um certo grau de satisfação pública é o rendimento médio do Brasileiro. Veja o gráfico abaixo:

O gráfico de variação do rendimento médio mensal mostra claramente a queda dos rendimentos dos brasileiros durante todo o governo FHC e depois recuperação durante Lula. Entre 2003 e 2008 o ganho trabalhista no nordeste chega a 7,3% ao ano, desmentindo a tese que os ganhos se devem apenas as transferencias de renda do “assistencialismo” oficial.

Contribuição de DaSilvaEdison, primeiro no Blog do Luis Nassif e depois aqui:

“Len,

O assunto foge do tema do Post.

Você deve ter visto a entrevista do procurador do candidato José Serra e Consultor do Governo de São Paulo, o Professor Claudio Salm, hoje na FSP.

Antes ele já havia engabelado o Elio Gaspari.

Pois bem, ele faz comparações indevidas.

Para não me alongar, replico abaixo post que deixei há pouco lá no blog do turco:

____________

Nassif,

Tudo bem que o Professor seja procurador do José Serra.

Tudo bem que seja também empregado do Governo de São Paulo.

Mas ele não precisava mourejar de má fé.

Ele toma as PNAD´s e delas retira dados do último estrato da população, os “pobres”.

Supõe-se que tenha tomado por “pobres” aquele universo de brasileiros que na PNAD aparece com rendimento de até dois SM.

Mas tem um detalhezinho.

Ele toma o total de “pobres”, urbanos e rurais.

Acontece que ele não poderia fazer isso com as PNAD´s que ele tomou.

Na de 2002 o IBGE deixa muito claro no Rodapé de cada tabelinha:

Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

É um contingente razoável de “pobres” totalmente desassistidos e que, segundo o Professor, não existiam para as estatísticas do Governo FHC.

Agora, num golpe de mágica, foram acomodados nas costas do Lula.

A manobra explica o porquê do Professor se apegar a percentuais e fugir dos números absolutos.”

Comentário: Eu fui verificar o que o DaSilvaEdison coloca e pode ser confirmado nas imagens dos rodapés das tabelas do PNAD 2002 e 2003 representadas abaixo. Até 2002 não eram computadas as populações rurais dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, portanto a partir do momento que são contados no PNAD 2003 acabam por formar um aumento ilusório no contingente de pessoas pobres, mas mesmo com essa discrepância de univesos pesquisados, é possível verificar que foi no governo Lula que a trajetória de redução da pobreza foi retomada ao tirar quase 20 milhões de brasileiros da zona de pobreza até 2008, muito mais do que foi conseguido durante a implantação do Real.

Referências:

A geração de Empregos formais e a taxa de semprego certamente são dois dos indicadores que melhor refletem o nível de satisfação de uma população com a situação do seu país. O primeiro deve ser o maior possível, pois reflete aumento na oferta de empregos e ocupação, já o segundo, de preferencia que seja o mais baixo, ninguém quer taxa de desemprego alta, e os dois indicadores geralmente mostram trajetórias inversas, embora não se possa tratar como uma proporcionalidade, porque o cálculo da taxa de desemprego não leva em conta apenas a ocupação, mas também a procura, que não necessariamente será proporcional a oferta.

Nesse artigo verificamos entre outras coisas que no primeiro mandato do governo FHC mais de um milhão de vagas de emprego foram destruídas, provocando um deficit enorme porque o mercado de trabalho era cada vez mais pressionado com as pessoas que a cada ano entram na faixa etária apta ao trabalho. No balanço de oito anos de governo FHC foram criadas menos de 800.000 vagas novas de trabalho, o que evidencia quanto esse governo fez mal para o país e para os brasileiros. Em relação a evolução das taxas de desemprego nas regiões metropolitanas e distrito federal do DIEESE, o gráfico mostra a inversão da trajetória a partir de 2003 e estabilização em patamar mais baixo a partir de 2008.

Geração de empregos formais (clique na imagem para ver com melhor resolução)

O gráfico acima revela uma diferença espantosa na quantidade de empregos formais criados durante os dois governos, evidenciando uma disparidade muito grande entre as políticas voltadas ao incentivo para a geração de empregos e de negociações para evitar demissões nos governos FHC e LULA, mostrando como são falaciosos os argumentos de que o mérito do governo LULA foi ter dado continuidade as ações do FHC.

Em 8 anos de FHC foram gerados aproximadamente 797 mil novos empregos contra 8, 721 milhões em 7 anos do governo lula, um aumento até agora de 994% que pode aumentar a medida que as previsões que nesse serão criados perto de 2 milhões de novas vagas. Se formos considerar médias anuais e mensais, o gráfico abaixo mostra a diferença abissal entre os dois governos:

FHC LULA
Média Anual de empregos gerados 99.625 1.245.857
Média Mensal de empregos gerados 8.302 103.821

Evolução temporal da taxa de desemprego (clique na imagem para ver com melhor resolução)

O gráfico acima mostra a evolução das taxas de desemprego nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Salvador, Porto Alegre e no Distrito Federal, que vinham em um patamar superior durante o governo FHC, modificando para uma trajetória de decaimento a partir de 2003, chegando ao mais baixo nível em 2008, se estabilizando nesse patamar em 2009, apesar da grave crise econômica mundial. Em todos as regiões metropolitanas e no Distrito Federal as curvas tem trajetórias semelhantes mostrando que não se trata apenas de um movimento regional ou sazonal.

Você já leu os demais artigos dessa série? leia mais aqui. A série continua, porém com um maior distancamento entre os arquivos, pois minhas férias estão acabando nesse final de semana e o tempo para pesquisa diminui por causa disso.

Legenda:

*Com estimativa mais provável da geração de empregos no ano de 2009;

**Média aritmética de 7 anos de governo (sem levar em consideração 2010);

***Taxa de desemprego de 2009 baseada na média aritmética das taxas dos 10 primeiros meses do ano, que estavm disponíveis no momento da consulta.

Referências:

Geração de empregos formais MTE/CAGED.

Taxa de desemprego das regiões metropolitanas e distrito federal DIEESE.

Dando sequência a comparação dos governos Lula e FHC, o assunto de mais um post dessa série é a verificação da variação anual do Produto Interno Bruto e a evolução da relação dívida/PIB desde 1995. Para não ser acusado de inchar o resultado do presidente Lula, estou acrecentando a estimativa de variação do PIB no ano de 2009, com a perspectiva mais pessimista que é a do mercado, com contração de 0,23% em relação ao ano anterior. Podería também usar as perspectivas de variação do PIB para 2010, que tanto o Banco Central quanto o mercado financeiro projetaram para 5%, mas novamente para evitar desqualificações, para efeitos de variação do PIB vão ser usados os índices oficiais de 1995 a 2008 e a estimativa de mercado para 2009. (CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER COM MELHOR RESOLUÇÃO).

A Variação do PIB

O gráfico mostra como o país cresceu de maneira pífia no período FHC, com dois momentos claros de estagnação entre 1998 e 1999 e entre 2000 e 2002. Em oito anos de governo, seis deles tiveram crescimento abaixo dos 3% e a média aritmética da variação do PIB nos oito anos de governo FHC é de 2,29%, o que significa que ficamos quase uma década sem sair do lugar, sem crescer o suficiente para gerar emprego para tantos brasileiros que chegavam ao mercado de Trabalho. No governo Lula a trajetória de crescimento do país foi retomada, e com exceção do primeiro ano de governo, contaminado pela crise herdada do governo anterior, e o ano de 2009, que foi de uma das maiores crises financeiras da história, nos outros anos o país mostrou vigor de crescimento não visto desde a década de 70, durante o chamado “milagre brasileiro”. Em três dos 7 anos avaliados o país apresentou variação de PIB superior a 5% (não visto em nenhum momento do governo FHC), alcançou a média de 3,47% de acréscimo do PIB ao ano, em um aumento de 52% em relação ao período anterior, e essa média certamente vai ser aumentada esse ano, pois todas as previsões do PIB apontam para crescimento de ao menos 5%.

Evolução temporal da relação Dívida Pública/PIB

O gráfico acima mostra a evolução da relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que é um indicador que mostra a capacidade que um país tem de manter sua dívida pública sob controle, e quanto menor for essa relação mais saudável e vigorosa é uma economia e a confiança do mercado na capacidade desse país de pagar suas dívidas. O gráfico é inequívoco e fala por si só, o clássico “telhadinho de casa” que evidencia que a relação dívida pública só aumentou no governo FHC, saíndo de aproximadamente 30% no início de mandato e elevando  até valores astrônomicos superiores a 50% (com pico de 56% em setembro de 2002), em um aumento de incríveis 72%. Já no período Lula a trajetória inverteu, e só sofreu um pequeno aumento do final de 2008 até o ano passado por causa da crise, mas de qualquer forma sendo reduzida de 50% para os 44,78% de outubro de 2009, último mês avaliado nesse estudo. O decréscimo da relação dívida/PIB foi de 11% nos 7 anos de governo Lula.

Resumindo:

FHC LULA
Média Crescimento PIB 2,29% 3,47%*
Evolução Relação Dívida/PIB 29,35% – 50,47% ->      + 72% 50,47% – 44,78%**->    - 11%

* Média aritmética dos anos 2002 e 2009, levando em consideração estimativa do mercado para 2009, e sem considerar a de 2010.

** Com base na relação dívida pública de Outubro de 2009 (última aferição observada).

FONTE: todos os dados são referentes ao BC-DEPEC do Banco Central do Brasil e compilados pelo Conselho Regional de Economia de São Paulo.

Motivado pelo ataque cibernético vergonhoso que o jornalista do DIAP Marcos Verlaine sofreu de Ricardo Noblat e sua claque, decidi criar a série: Comparação Lula x FHC para dar continuidade a discussão do post Rebatendo as mentiras da imprensa partidária e seguir com as comparações entre os governo Lula X FHC, que os jornalistas serristas tanto temem e procuram atacar, com as fontes que eles tanto pedem, porque a gente precisa desenhar para esse pessoal entender o que todo brasileiro humilde sabe de cor e salteado sem precisar consultar fonte alguma.

O post de hoje é um comparativo da evolução do salário mínimo nos dois governos, com o aumento real obtido em cada período e a maior cotação de salário mínimo em dolar e em cestas básicas que cada governo conseguiu. Os valores do Dólar no período FHC foram obtidos com data máxima de 07 de janeiro para poder comparar os dois governos em períodos semelhantes e rechaçar a choradeira de sempre que a eleição de 2002 contaminou a cotação da época. A variação da inflação é contada nos dois períodos completos, sendo que a inflação para 2010 é baseada nas projeções do Banco Central. Mais a frente publicaremos outras continuições desse artigo com comparações de outros índices. Abaixo algumas considerações e resumo:

Dados:

  • Salário mínimo governo FHC -  01/01/1995= R$ 70,00 -  2002= R$ 200,00 - variação em 8 anos= R$ 130,00 (186%) que subtraídos de uma inflação* de 100, 66%, dá um aumento real de 85,34%;
  • Dólar** governo FHC = 01/01/1995 = R$ 0,844  07/01/2002= R$ 2,342;
  • Salário Mínimo em Dolar FHC = Melhor cotação- Maio de 1998 = U$ 113,05 (salário R$ 130,00 USD=R$ 1,150);
  • Salário mínimo governo Lula =  01/01/2003= R$ 200,00   01/01/2010= R$ 510,00  variação em 8 anos= R$ 310,00 (155%)  que subtraídos de uma inflação* de 54,03%*** no período de 2003 a 2010, dá um aumento real de 100,97%;
  • Dólar** governo Lula = 01/01/2003 = R$ 3,522  07/01/2010= R$ 1,174;
  • Salário Mínimo em Dolar Lula = Melhor cotação- Janeiro de 2010 = U$ 296,17 (salário R$ 510,00 USD=R$ 1,722) .

Por daSilvaEdison

Len,

A relação do mínimo com o valor da cesta básica parece representar melhor o que se passa no cotidiano das pessoas.

Ainda mais quando sabemos que o valor do Dólar foi mantido em patamares artificiais na década passada.

Sugiro então que acrescente na tabela, no item “Salário Mínimo”, mais esse critério de comparação.

Os dados para isso foram publicados recentemente pelo Dieese.

A relação Mínimo/Cesta Básica saiu de 1,2 em 1995 para 1,4 em 2002 e 2,1 agora em 2010.

Confira aqui:

http://www.dieese.org.br/esp/notatec86SALARIOMINIMO2010.pdf

Relação Salário mínimo / cesta básica (clique na imagem para ver a magem  com melhor resolução)

Como podemos ver pelo gráfico do DIEESE, um salário mínimo no início do governo FHC dava para comprar 1,02 cestas básicas, e ao final de 8 anos consguia comprar 1,42 cestas, em um aumento de 39% no poder de compra do salário mínimo medido em cestas básicas. No governo Lula o salário mínimo tem sucessivos aumentos substanciais a partir de 2005, passando a comprar mais de duas cestas básicas em 2009 e se chegando a 2010 ao patamar de compra de 2,17 cestas, o maior quociente desde o início da série histórica em 1979, o que repreenta um aumento do poder de compra do salário mínimo medido em cestas básicas da ordem de 53%.

Salário mínimo ajustado em Reais de jan/2010 (clique na imagem para ver a magem  com melhor resolução)

Reajustando os valores da série histórica do salário mínimo para os valores reais de janeiro de 2010 (deflacionados por projeção do ICV – estrato inerior), podemos perceber que o salário de 2010 é o maior desde 1986.

Resumindo:

Lula FHC
Maior Salário Mínimo em dólar em 8 anos de governo U$ 296,17 em janeiro de 2010 U$ 113,05 em Maio de 1998
Variação da relação salário mínimo/cesta básica 1,42 – 2,17  – > 53% 1,02 – 1,42  – > 39%
Ganho Real do Salário (Aumento – Inflação) 101% 85%

Fontes:

Cotação dolar histórica - Banco Central do Brasil

Série histórica salário mínimo - Portal Brasil

Série histórica inflação IPCA - IBGE

Série histórica relação Salário mínimo x cestas básicas – DIEESE

*Inflação baseada na série histórica do IPCA do IBGE.

** Dolar – cotação BC venda flutuante ou venda, dependendo da época pesquisada.

*** Com base na última previsão do BC para 2010 com IPCA de 4,5%.

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