P36: de afundar os tucanos entendem

A candidatura Serra aderna a olhos vistos. Depois que foi ultrapassado por Dilma Roussef nas intenções de voto, os tucanos entraram em colapso.

A velha mídia se cala e é incapaz de fazer uma análise decente com medo de aumentar ainda mais o desânimo, mas com isso demonstram mais uma vez o quanto eles não estão comprometidos com a verdade, mas apenas com a versão que se não puder ajudar Serra que pelo menos não o atrapalhe.

Esse comportamento fica mais evidente porque recentemente, quando Dilma Roussef deixou o governo e passou a dar as primeiras entrevistas como pré-candidata, foi iniciada uma campanha coordenada para chamar de gafe qualquer manifestação da ex-ministra, insistindo na tese que a campanha de Dilma estaria inconformada com seu desempenho, usaram “offs” falsos até do presidente, que segundo eles teria sugerido mudanças na postura de Dilma diante dos microfones e em sua roupa.

Apesar da campanha de Dilma desmentir toda aquela insinuação, nós sabemos que esse pessoal leva a tese de Goebbels ao extremo e não importa o desmentido, a versão fantasiosa foi defendida até o final. Resultado: as pesquisas mostraram que, apesar da cantilena diária que seu desempenho ia mal, Dilma continuou a crescer.

Do outro lado, desde que anunciou que se candidataria, Serra vem tropeçando várias vezes em entrevistas, sugeriu a criação de ministério em uma área que já existe no governo, demonstrou mau humor e respondeu bruscamente a alguns jornalistas, inclusive os aliados, mas procurava fazer a linha do paz e amor, sem confrontar com o presidente Lula, procurando se passar como alguém que pudesse dar continuidade ao governo atual.

A imprensa tucana festiva ignorou os tropeços e festejou a estratégia “matadora” de Serra de não bater de frente com o presidente, que segundo eles era o objetivo de Lula, e de passar a impressão de pós-Lula. Não teve um analista sequer para criticar a estratégia, era “mais uma sacada do genial Serra”. Resultado: Pesquisas apontam Dilma ultrapassando Serra. O jacaré volta a abrir a boca só que com ele ficando pra trás.

A candidatura Serra está em crise. Ninguém quer ser candidato a vice na sua chapa, três já recusaram o convite: Aécio Neves, Tasso Jereissati e Dornelles. Serra vem perdendo o controle, criando incidentes diplomáticos com os governos do Irã, Venezuela e Bolívia, além dos países que compõem o MERCOSUL, demonstrando despreparo para a função que deseja alcançar.

Se não bastassem todos esses problemas e equívocos, a estratégia inicial foi radicalmente modificada e a campanha de Serra deu um cavalo de pau, passando do “Serra paz e amor” para “Serra exterminador do Futuro”. Dos elogios ao presidente, passou diretamente para a crítica virulenta e agressiva.

Ora, se houve uma mudança radical na estratégia é porque eles chegaram à conclusão que a inicial estava equivocada. Apesar da obviedade, segundo a velha mídia não existe crise na campanha tucana, sequer houve crítica interna, a estratégia mudou por quê? Porque mudou, ora bolas.

O pior: os mesmos analistas que festejaram e elogiaram a “excelente” estratégia que não deu certo, agora, sem nenhuma cerimônia, passam a festejar e elogiar a nova, que é o inverso da primeira. Além de não saberem o significado da palavra coerência, eles vivem debochando da inteligência dos seus leitores.

A candidatura Serra vai afundar devagarzinho, mas a velha mídia vai continuar dizendo que está tudo bem até o fim, não tem jeito.

Reproduzo abaixo notícia que põe ponto final na “dúvida”: Serra vai privatizar ou não?

Aécio respondeu a pergunta.

Mas por que só um portal (terra) e só um jornal online (jbonline) publicaram a notícia do dia?

Uma outra pergunta para o candidato ao senado:

vão privatizar até o BB, a CEF, a Saúde, o Pré-sal?

A telefonia (que tucanos comemoram a privatização) melhorou realmente?

talvez ele responda no próximo lançamento da candidatura do Serra, até Julho deve haver mais umas cinco!

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Aécio defende privatizações e diz que Brasil não se resume ao PT

do portal Terra

Apontado como possível candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, saiu em defesa neste sábado das privatizações realizadas nos oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso. Considerado tema polêmico entre os tucanos, e ignorado pelo próprio FHC no ato de lançamento da pré-candidatura de Serra, as privatizações foram justificadas por Aécio como uma necessidade de modernização da economia brasileira.

Privatizamos, sim, setores que precisavam ser, como a telefonia (…), que negaram espaço à eficiência”, disse o tucano.

“Estamos iniciando um grande embate e é preciso que nós que aqui estamos, que o PSDB e seus aliados, estejam preparados para o debate. Também vamos discutir o nosso passado porque não há nada que nos envergonhe, ao contrário do que alguns querem ver crer”, defendeu Aécio, enfatizando, a exemplo dos dirigentes partidários que também condenaram a postura do PT no ato de lançamento da pré-candidatura de Serra, que a história do Brasil “não se resume à história do PT”.

O Brasil não foi descoberto em 2003. Não é licito julgar que sua história se resume à história do PT”, disse o ex-governador mineiro, que elencou como conquistas do PSDB a criação do Plano Real, a estabilidade econômica e cadastros para programas de transferência de renda.

“Mais do que o lançamento de um pré-candidato, estamos aqui reunidos para consagrar aquilo que eu dizia e todos diziam que a unidade do PSDB é o instrumento mais vigoroso para vermos no Brasil um governo que privilegie o mérito e o resultado”, completou Aécio, completando ainda que sua união ao projeto de José Serra ultrapassava “projetos pessoais” seus.

“Nada haverá de nos afastar do compromisso prioritário. Declarei-me não mais candidato e dava claro sinal de que estaria ao seu lado porque, acima de projetos pessoais, está o interesse de construímos um Brasil diferente”.

Ao fazer um apelo para que os eventos públicos de pré-campanha de Serra comecem logo por regiões mineiras como provas de unidade entre o PSDB, Aécio Neves disse pretender levar “a voz” do pré-candidato a todos os rincões do País.

“A partir de hoje, a sua voz será a nossa voz, das montanhas de Minas ao Nordeste deste País, ao sul, ao centro-oeste e ao norte. Até a vitória da decência e do trabalho. Até a vitória de José Serra presidente da República”, concluiu o ex-governador de Minas.

Muy amigo...

Postado por len às 9:48 pm 4 Respostas »
Mar 172010

OVER TUDO

A coisa não está tão feia assim para o pessoal da oposição, afinal, eles ainda têm o Ciro Gomes… Como aliado do Lula.

Quem tem um aliado como Ciro Gomes, dispensa oposição. Ele mesmo se encarrega de municiar os adversários contra os seus aliados.

Será que o Ciro Gomes é tão inocente, depois de tantos anos de política? Difícil de acreditar.

Então, só me resta concluir que foi intencional ele ter citado os acontecimentos de 2005 na entrevista que concedeu ao Valor Econômico, justamente na hora em que a imprensa pró-Serra – na qual eu não incluo Maria Inês Nassif que fez essa reportagem – ameaça reviver aquela época. E não foi só nessa, a cada entrevista concedida é uma manchete com uma declaração bombástica de Ciro atacando o governo e os partidos da base.

O que ele ganha com isso? Tentar modificar o cenário atual em que sua candidatura a presidente passou a ser totalmente irrelevante. Para isso, ele pode até fazer as pazes com a imprensa e fornecer combustível para requentar ataques de ano atrás.

Ciro não vai ser candidato apoiado pela oposição. E sabe que não vai ser o candidato do Lula. Não será também o vice de Dilma, muito menos o de Serra. Só restou a ele almejar a vice de Aécio, mas para isso teria que contar com a desistência do Serra.

O PSB é um aliado histórico, mas seus dirigentes assistem calados ao fogo amigo de Ciro Gomes, além de ter estimulado a sua candidatura desde o início. Se o Serra resolve amarelar e o Aécio convida Ciro para vice, o PSB cai nos braços dos tucanos sem pestanejar.

Ah, eu sei que o presidenciável Ciro Gomes não lê o Blog do LEN, mas mesmo assim fica valendo a intenção de lhe mandar esse recado:

Quem impediu os golpistas de tirarem Lula da presidência não foi o senhor, o Aécio, ou a boa vontade de tucano nenhum. Quem não deixou, nem nunca deixaria que tirassem o presidente daquela forma foi o povo que o elegeu. Fora isso, não adianta tentar reescrever a história, não havia um depoimento, indício ou prova que atribuísse culpa ou participação ao presidente da república. Assim concluíram todas as CPIS que a oposição quis instalar. Assim entendeu o Procurador Geral da República que não fez acusações ao presidente. Assim definiu o STF que também concluiu que o presidente não tinha qualquer tipo de participação.

Não adianta querer valorizar o seu passe, atribuindo a si mesmo uma importância que jamais teve. Qualquer tentativa de impedimento de um presidente legitimamente eleito, sem nenhuma prova ou indício que sustentasse um processo contra ele, seria rechaçada na hora pelos brasileiros, e estes iriam às ruas pelo presidente e não pelo seu pedido.

E para o PSB: Não há lugar para partidos em cima do muro nessas eleições, elas são importantes demais para o país para que o partido se dê ao luxo de enfrentar um dilema existencial. Quem está com o presidente Lula tem que estar ao lado de Dilma em outubro.

Canibalismo na velha mídia

Segundo o Aurélio:

Canibalismo

[De canibal + -ismo.]

Substantivo masculino.

1. Antropofagia.

2. P. ext. Ato de um animal devorar outro da mesma espécie ou da mesma família.

3. Fig. Ferocidade de canibal.

A velha mídia não é mais a mesma. Mesmo tentando demonstrar unidade nesses encontros de direita que eles organizam de vez em quando para mostra força, fica cada vez mais claro que o projeto de opinião única e de assassinato do contraditório que eles queriam implantar através do auto-referenciamento, com ataques coordenados contra alvos comuns e ignorando os críticos, começa a fazer água. A suposta supremacia da associação suspeita dos principais órgãos de imprensa do Rio de Janeiro e São Paulo começa a ser colocada em xeque, e se antes a imprensa de todo país reverenciava o poder dos barões da mídia carioca e paulista reverberando suas opiniões em cada gazeta desse país, hoje já começa a enfrentá-la e defender seus próprios argumentos.

O editorial do Estado de Minas intitulado “Minas a reboque, Não!” foi como um grito de independência, e mesmo que seja uma manifestação de apoio político claro para Aécio Neves, o que em minha opinião retira credibilidade do jornal que deveria ser imparcial, soou aos meus ouvidos como uma reação importante, principalmente vinda de um grande estado como Minas Gerais, no sentido que não era possível mais aceitar a manipulação da velha imprensa para satisfazer seus próprios interesses de salvar a candidatura Serra, passando por cima de Aécio e de Minas. Leia aqui a reprodução do editorial, convenientemente o link é de um blogueiro Serrista  que protesta contra a independência do Jornal, acusando o mesmo de não publicar nada que contrarie Aécio (exatamente como ele faz com Serra em seu blog).

O editorial não ataca Serra diretamente como fez a velha mídia, que por diversas vezes atirou contra o playboy mineiro quando este ainda se aventurava a querer enfrentar, através de prévias partidárias, o queridinho governador de São Paulo, como é possível ver aqui e aqui. O editorial do Estado de Minas tem como alvo seus “colegas” do eixo Rio – São Paulo em um claro posicionamento de confronto.

Como vimos pela reação do blogueiro, soou mal entre os Serristas a posição de confrontamento do jornal mineiro, depois disso houve manifestações de tucanos mineiros e políticos do Democratas que subiram o tom, evidenciando as críticas da inviabilidade eleitoral da candidatura Serra e a nocividade para o partido de seguir com ela, além disso, em comemoração em Minas Gerais do centenário de Tancredo Neves, em clima de campanha antecipada, convidados do governador de Minas gritaram Aécio Presidente na presença de um atônito Serra que parecia querer enfiar a cabeça no chão de tão constrangido.

Não dá para prever se essa guerra autofágica vai se prolongar apenas até a definição oficial da candidatura tucana ou se a imprensa mineira, e a de outros estados inspirados nesta, tomarão gosto pela opinião própria e passarão a se manifestar de forma independente, sem o adesismo automático de apenas reproduzir o que sai na imprensa do Rio e São Paulo, “importando” junto à opinião pré-concebida destes.

De um jeito ou de outro, sendo provisório ou não eu vejo aspectos positivos nessa situação porque desarma essa neutralidade e silêncio contra os descalabros cometidos recentemente por essa imprensa ligada ao PSDB de São Paulo, eles estavam achando que tudo podiam, mas agora nós começamos a perceber que nem entre eles se entendem mais, já existe um ruído de contraditório que ameaça o avanço da opinião única. Simbólico é a melhor definição para esse motim do jornal mineiro.

Mar 042010

Tá com medo amarelão?

Embora a velha mídia tenha tripudiado bastante de Dilma Roussef quando ela não era conhecida o bastante para ter bons resultados nas pesquisas de intenção de voto, como a gente pode conferir nesses links: Noblat, Estadão, Globo.com e Enquete do Noblat, hoje ninguém mais ousa fazer chacota com a candidatura dela, nem se ouvem mais os adjetivos: empacada, sem voto, sem carisma, como eles costumavam usar para se referir à ministra.

Aqui no BLOG DO LEN nunca entramos nessas provocações, portanto não é possível encontrar artigos defendendo a candidatura Dilma porque nunca duvidamos que a candidatura dela fosse definitiva e irrevogável. Pelo contrário, já no início de Dezembro, quando todas as pesquisas mostravam vantagem grande para Serra e possibilidade de vitória da oposição no primeiro turno, segundo a avaliação dos analistas que pareciam desconhecer o fenômeno do recall em pesquisas feitas com muita antecedência das eleições, nós já apostávamos na desistência do Serra, como pode ser verificado no post: Ele vai amarelar de novo?

Como a própria velha mídia já começa a desembarcar da candidatura Serra a olhos vistos e Aecistas já colocam as manguinhas de fora para Serra desistir, ficam as perguntas: Aécio seria o plano B tucano? Ou você apostaria em outra opção? Quando Serra amarelar, hipótese cada vez mais concreta, quem pode substituí-lo como candidato da oposição? É possível que corram para a Marina que já mostrou que não vai demonstrar nenhum tipo de constrangimento em estar do lado de quem combateu a vida toda? Eu fico imaginando o DEM apoiando a Marina, e ela tendo que dividir palanque com ruralistas como Katia Abreu e Ronaldo Caiado.

Apesar de reconhecer que o Aécio seria a opção quase que automática, talvez hoje ele não cogite mais essa possibilidade até porque sabe que se perder fica sem mandato e em vez de acabar com Serra, cai na geladeira como ficou o Alckmin depois de perder em 2006. Com essa subida da Dilma os pretendentes tucanos ao planalto passaram a ver a si mesmos como gado preparado para o abate.

Não tenho a menor idéia de quem vai ser o candidato do PSDB, mas de uma coisa estou quase 100% convencido, que Serra vai amarelar mais uma vez, posso até estar enganado e se tiver não vou ter problema algum para reconhecer a aposta errada.

Trio parada dura

A pesquisa datafolha provocou na oposição e mídia aliada o mesmo estrago que faz um furacão do pacífico onde ele atravessa. As reações foram as mais variadas: resignação, desespero, cinismo e paranóia. Alguns usam o resultado para forçar o governador paulista a tomar a decisão que a cada dia ele teme mais, outros para pressionar Aécio a sacrificar seu futuro político para se arriscar em uma aventura política que pode muito bem enterrar de vez seu partido e deixar suas mais importantes lideranças sem mandato a partir de 2011.

Ainda existem aqueles que procuram justificativas frágeis para tentar explicar o que todo mundo já sabia que iria acontecer. Resultados das pesquisas só começam a refletir melhor a realidade à medida que nos aproximamos das eleições, pois o recall de eleições anteriores passam a influir menos conforme a população vai conhecendo melhor os candidatos. Por esse motivo alguns argumentos parecem bastante inócuos para explicar a queda de Serra, portanto dizer que o governador não está em campanha ou nos meios de comunicação, além de ser uma afirmativa falsa não se justificaria mesmo que fosse verdade, porque exposição é muito importante para quem não é conhecido e não para quem disputa eleições de dois em dois anos, e nos maiores colégios eleitorais do país como são a cidade e o estado de São Paulo. No caso, o motivo de Serra ter perdido intenções de votos não foi porque as pessoas o desconheciam ou não sabiam que ele era candidato, até porque ele caiu na estimulada, onde são apresentadas listas com os nomes dos candidatos, e Serra estava nas listas. As  razões corretas para a queda de Serra são os desgastes sofridos com as enchentes e corrupção do DEM e pelo fato de eleitores de Lula passar a entender que ele não é candidato do presidente, mas o adversário.

O debate em torno de quem vai ser o candidato e vice da oposição é uma bobagem sem tamanho, o estrato de eleitores de ambos os personagens citados Serra e Aécio se confundem porque ambos representam o mesmo projeto, defendem as mesmas idéias, os mesmos discursos de defesa de um neoliberalismo atrasado e que se mostrou um fracasso mundo afora. Seja quem for o candidato do PSDB e seu vice, a chapa vai amealhar apenas o mesmo estrato de eleitores que em qualquer eleição possível vai votar contra o PT. Aécio pode até ter uma rejeição menor por não ter sido personagem importante no fracassado governo FHC, mas se for candidato a presidente ou a vice vai precisar enfrentar o governo Lula e se assumir oposição, voltando à disputa plebiscitária inevitável desse ano.

Quem faz contas com a popularidade de Aécio em Minas eu afirmo que pouco acrescentaria, simplesmente porque dentre os que o aprovam muitos já votariam nos tucanos de qualquer jeito, já outros que o aprovam o fazem em Minas (e isto significa que votariam no seu candidato ao palácio da liberdade não necessariamente para o planalto), mas no plano federal também aprovam o governo Lula e poderiam pender para qualquer lado.

Seja qual for a chapa tucana vai enfrentar nas urnas um governo aprovado por pelo menos 4/5 da população que quer continuidade, esse sim é o grande fato político dessas eleições, que fazem de Dilma agora mais favorita que Lula nas duas últimas eleições presidenciais. A pressão que a imprensa desesperada por não conseguir mais eleger seus escolhidos faz sobre os tucanos, os deixa cada vez mais assustados porque sabem que essa é uma aposta arriscada que se perdida pode acelerar a decadência do partido, pois nada vai poder justificar a derrota de uma super chapa com os dois mais importantes governadores do partido perdendo para quem nunca tinha perdido uma eleição e eles chamaram de poste de Lula, além do que colocaria os dois na geladeira, fora de cargos públicos por no mínimo dois anos.

Por Breno:

O que eu acho incrível é o nome que eles escolheram para essa chapa dos sonhos “puro-sangue”, nome que até mesmo Aécio criticou de forma velada. O nome já acarreta o elitismo datado do psdb, e ninguém parece notar. Num país onde os grupos minoritários tem tido representantes até expressivos, como a comunidade negra e os homossexuais, e que tendem a notificar (as vezes até mesmo de forma apelativa e desnecessária) coisas menores, não se foi feito nada por essa alegoria racista.

Eu tenho medo...

Postado por len às 3:00 am 20 Respostas »
Feb 192010

Oito anos depois de Regina Duarte tentar apavorar os brasileiros durante  a campanha eleitoral para presidente em 2002 – brasileiros esses que naquele momento já rejeitavam o FHC e o governo do PSDB – criando mitos sobre o que Lula poderia fazer com o país como acabar com a estabilidade econômica e o controle de inflação, chegou a nossa vez de alertar as pessoas para o medo que temos do país voltar às mãos de quem o levou ao fundo do poço quando teve a oportunidade de governá-lo, e diferente de 2002, hoje temos medo porque temos uma experiência real com eles no poder para fazer nossas avaliações e não apenas especulações, como Regina fez:

Eu tenho medo da desativação gradativa dos programas sociais;

Eu tenho medo do sucateamento das estatais com a intenção de privatizá-las;

Eu tenho medo da falta de planejamento que já levou o país a um apagão energético.

Eu tenho medo das políticas econômicas equivocadas que fizeram o país quebrar tres vezes;

Eu tenho medo da concentração ainda maior dos meios de comunicação;

Eu tenho medo da ascenção ao poder da direita reacionária que está por trás do PSDB;

Eu tenho medo de gente que reescreve a história tentando igualar torturadores assassinos e vítimas;

Eu tenho medo da volta da política de desvalorização do funcionário público;

Eu tenho medo de voltar a ser governado pelos Daniel Dantas da vida;

Eu tenho medo da falta de incentivo que fez quebrar setores produtivos do país;

Eu tenho medo da volta do neoliberalismo que concentra renda e aumenta a pobreza;

Eu tenho medo do retrocesso nos avanços do Prouni e cotas raciais;

Eu tenho medo de voltarem a tratar os sem-terra como em Eldorado de Carajás;

Eu tenho medo de entregar a chave do cofre para aliados do Arruda, da Yeda, do Richa…;

Eu tenho medo da Polícia Federal voltar a ficar amarrada sem combater colarinho branco;

Eu tenho medo do país voltar a ser coadjuvante no cenário internacional;

Eu tenho medo de ser governado com quem não dialoga com setores da sociedade;

Eu tenho medo de quem manda a polícia bater em manifestante e estudante;

Eu tenho medo da volta dos salários de fome e da escassez de empregos;

Eu tenho medo do retorno dos incompetentes protegidos pela mídia chapa branca;

Eu tenho medo de voltar a ter um presidente que governa para os ricos e não fala a língua dos mais necessitados.

Quase cinco anos depois do então presidente do PFL, que depois trocou o nome para DEM, Jorge Bornhausen ter dito que “A gente vai se ver livre dessa raça [do PT] por pelo menos 30 anos”, podemos observar que a profecia do ex-senador parece se concretizar, mas contra o seu próprio partido.  Desde as eleições de 2002 que o DEM vem perdendo representatividade nos poderes legislativos e executivos em todas as esferas de poder, sendo que após a bravata citada à decadência desse partido se intensifica com brusca redução na quantidade de prefeitos, senadores, deputados e governadores eleitos.

O partido que após a redemocratização tentou abandonar a pecha de ter sido responsável por dar suporte aos governos da ditadura militar, se travestiu de liberal e se instalou em cada governo eleito nesse período até 2002. Foi aos poucos ganhando espaço até chegar a um segundo auge no governo FHC, onde lideranças do partido como o próprio Bornhausen e Antônio Carlos Magalhães, que nada mais eram que antigos coronéis de voto de cabresto, demonstravam usufruir de bastante prestígio e influência no governo do sociólogo. Com grande penetração nos municípios do interior chegou a ter a supremacia sobre o PSDB em número de prefeituras. Hoje o DEM não é nem sombra do que o PFL ou a ARENA chegaram a ser em um passado recente e, eleição a eleição vem perdendo bastante representatividade sendo que o fundo do poço parece não chegar nunca. A possibilidade de se recuperar da sangria que desde 2003 vem diminuindo o partido fica cada vez mais difícil com o atual escândalo do Distrito Federal que atinge o único governador eleito pelo partido. Hoje o DEM não passa de uma linha auxiliar do tucanismo, sem chances de sobreviver por conta própria e correndo o sério risco de virar nanico nas próximas eleições, e o primeiro passo para isso já foi dado porque como principal aliado do PSDB o partido deveria exigir a vaga de vice, que inclusive já foi cogitada para ser do preso Arruda.

O DEM sangra hemorragicamente em ano de eleição, mas são os tucanos que ficam com anemia. O PSDB que já não tinha como debater durante a campanha por não ter o que argumentar com sua experiência no governo federal que foi catastrófica e porque nos governos estaduais começam a aparecer as fragilidades de suas más administrações deixando claras as suas incompetências, agora perdem a bandeira da moralidade no trato com o patrimônio público, que nunca tiveram capacidade nem direito para carregar, mas que tinham se apoderado graças à propaganda mentirosa e goebbeliana da imprensa partidária.

Os tucanos não vão apenas sofrer com as comparações entre os governos FHC e Lula e com a realidade de enfrentar nas urnas um governo bem avaliado e com a população satisfeita, vão também carregar no debate o ônus de todo o desgaste que vem sofrendo o Governador do Distrito Federal, e se por enquanto a mídia fala sozinha e consegue reduzir os  danos para os pré-candidatos tucanos isolando eles desse noticiário, quando começar a campanha será diferente porque vai ter contraditório e vai ser mostrado para as pessoas quem são os verdadeiros aliados tanto de Arruda quanto dos envolvidos em outros escândalos da oposição como Yeda Crusius e Beto Richa.

Seja quem for o candidato tucano vai levar a tiracolo esses escândalos e isso é inevitável, mas a imprensa pode ficar com uma melhor impressão se passar a tratar esse caso com profissionalismo e cobrar dos responsáveis e seus partidos a respostas que a sociedade exige, e que por rabo preso, procuram desviar o assunto ou fazer malabarismos para tentar associar o presidente da república em escândalos da oposição ao seu governo.

Feb 112010

Por 12 votos a 2 o STJ decretou a prisão preventiva há pouco do Governador do Distrito Federal José Arruda eleito pelo DEM, alegando que o mesmo obstruia as investigações. A qualquer momento ele pode ser preso.

A Cesar o que é de Cesar. O título é uma homenagem ao PIG porque ela seria assim em todos os jornais caso o governador fosse do PT, PDT, PMDB ou qualquer adversário deles. Não adianta esconder qual o partido pelo qual Arruda se elegeu e era filiado até o escândalo estourar e que em um claro acordo mal explicado deixou o partido de forma silenciosa. Ele foi eleito pelo DEM e a oposição vai ter que carregar esse defunto nas costas quando a campanha começar. Arruda foi inclusive cogitado para ser vice em uma chapa encabeçada por tucanos, e embora Serra e Aécio estejam sendo poupados dos escândalos do Distrito Federal, ambos eram muito chegados ao Governador que agora tem um mandato de prisão nas costas.

A oposição vai sangrar no péríodo eleitoral com os escândalos da Yeda e do Arruda, com o desgaste das administrações tucanas e com a comparação dos governo Lula e FHC.

Na imprensa tucana a vergonha na cara foi embora há muito tempo e tem quem tente associa a imagem desgastada de um governador de oposição com o presidente Lula . Verifique como a cara de pau não tem limites para os mercenários Serristas aqui.

Agora só falta o Gilmar Mendes conceder um Habeas Corpus para tudo voltar a ser como sempre na justiça Brasileira.

Revisitando às 21:15

O governador se entregou a Polícia Federal. Seus advogados já entraram com Habeas corpus. Quem está com o HC do Arruda para analisar é o ministro Marco Aurélio Mello. ele pediu há pouco os documentos para se posicionar.

E o Noblat apronta mais uma das suas cafajestadas. Verifique o malabarismo intelectual do sujeito que no dia em que é decretada a prisão de um governador de oposição ele escolhe esculhambar o presidente, agora tem que ter estômago, leia aqui.

Charge do Cícero

O Governador de Minas, Aécio Neves que se cuide. Depois de perceber que a sua vaca caminha inexoravelmente em direção ao brejo, Serra resolveu intervir na decisão política de Aécio que, a despeito de todas as pressões dos Serristas resiste em não aceitar se candidato a Vice de Serra, pretende se candidatar ao senado federal pelo seu estado.

Para conseguir demover Aécio da decisão de não ser o candidato a vice na sua chapa, Serra usa de todos os artifícios sujos que costuma utilizar contra adversários políticos, mesmo sendo o governador de minas um político de seu partido. Há um tempo atrás, quando Aécio ainda afirmava concorrer a candidatura a presidente pelo seu partido, Serr já tinha usado um de seus mercenários para plantar uma nota em que o governador de Minas supostamente tinha espancado a sua namorada em público numa festa. A nota foi intensamente repercutida pelos demais merenários, porque na época a imprensa pró-Serra na época mirava suas baterias contra Aécio, tentando fazê-lo desistir de ficar no caminho de Serra.

Agora que Aécio não é mais problema para o projeto de eleger Serra presidente a pressão modifica, e as chantagens agora tomam o lugar dos ataques. Serra arregimentou toda a sua tropa de mercenários dessa vez e tem usado desde ameaças do tipo:

1) Se o PSDB perder Aécio vai ser o culpado;

2) O PSDB perdendo se afasta ainda mais da possibilidade de voltar ao poder um dia;

3) Se Aécio não aceitar não terá apoio do partido para se candidatar a presidente nas próximas eleições.

Para fazer o jogo sujo, Serra plantou notas no principais jornais do PIG e para isso usou Ricardo Noblat, Ilimar Franco, Ana Paula Scinocca, Julia Dualibi, Catia Seabra e Paulo Peixoto. Esse pessoal faz qualquer coisa que o Serra mandar (até se fosse para se livrarem das próprias mães se fosse para ajudar o Serra)  e elegeram o Aécio e o Ciro para serem alvos de suas pressões que representam os interesses asquerosos do governador de São Paulo e a reaça que está por trás dele. Interessa a Serra que Aécio ceda às pressões.

Até agora Aécio rebate de forma veemente as investidas dos mercenários, e mostra até uma certa irritação com a insistência. Corre o risco do Aécio chutar o balde a qualquer momento ou então ceder como gado de corte indo para o abatedouro. Se aceitar pode se arrepender muito depois porque a primeira coisa que o Serra faria se fosse eleito era tentar destruir o Aécio para poder se candidatar a reeleição em 2014.

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