O estado criminoso de Israel dá mais uma prova ao mundo que é um país fora da lei, que continua afrontando a ONU e todos os tratados internacionais.

Hoje de madrugada, cometeu mais um crime contra humanidade atacando militarmente um comboio de navios que trazia ajuda humanitária aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza, vítimas de um bloqueio criminoso de Israel que já dura três anos.

Foram mais de 15 ativistas assassinados por uma intervenção covarde e ilegal ainda em águas internacionais. O mundo ainda está atônito em descobrir até onde pode chegar à ousadia de um estado que não se acha no dever de respeitar nem organizações de ajuda humanitária.

Em Gaza, Israel já tinha cometido crimes bárbaros como atacar escolas de crianças palestinas, usar armas químicas proibidas para áreas residenciais como o fósforo branco e de se recusar a deixar passar equipes da cruz vermelha levando medicamentos e comida aos feridos.

Antes que os mal-intencionados me chamem de anti-semita, gostaria de dizer que tenho repulsa ao nazismo e aos horrores que foram cometidos por seus seguidores, mas sinceramente, o sionismo é tão repulsivo quanto. As atrocidades que Israel comete contra os palestinos não são menos ultrajantes que as atrocidades que os nazistas cometeram contra os judeus.

O Hipócrita

Por desconhecimento eu cheguei um dia a nutrir algum respeito pelo neocon Alon Feuerwerker, tinha lido alguns de seus textos que fugiam um pouco do mais do mesmo da opinião única. Não sei se por conhecer melhor seus textos ou por ele ter mudado, agora posso ver que é mais um que não merece respeito ou que se perca tendo lendo os seus textos.

Não sei se Alon é judeu e coloca suas convicções religiosas à frente das suas opiniões. Nada contra ser Judeu, sou agnóstico, o problema é quando o dogma arrasta consciências.

Alon se especializou em escrever sobre política internacional, pelo menos tem sido o tema principal do seu blog. Cultiva a tendência da velha mídia em vilanizar inimigos de Israel e EUA, e de sobra desancar a diplomacia Brasileira do Governo Lula, daí sobra para os nossos vizinhos.

Hoje em seu blog, depois de toda repercussão do massacre cometido por Israel, ele escreve um post sobre o Irã, os inimigos de Serra na América do Sul e a Coréia do Norte e aquele bla bla bla de sempre do risco do Brasil em não fazer o papel de colonizado obediente que sempre fez frente aos EUA. O blog que só fala em política internacional ignora um fato noticiado incessantemente em todas as agências internacionais de notícias.

Quando o PT justamente condenou o massacre de Israel em Gaza, assim como fizeram várias organizações no mundo todo, Alon correu para chamar o PT de anti-semita – O antissemitismo, o pragmatismo e o horror da guerra. O que? Que Horror! Denunciar os crimes bárbaros de Israel só pode ser coisa dos adoradores de Hitler.

São por essas e outras que o jornalismo tupiniquim se transformou em lugar comum a todo tipo de hipócrita, que condenam os outros pelos crimes da sua própria consciência.

Ahmadinejad é maluco, comete arroubos verbais que fazem com que perca a razão perante o mundo, mas o Irã nunca atacou comboios humanitários. O Irã não provoca vizinhos atacando fora de suas fronteiras. O Irã não massacra populações indefesas de outros países. Os mesmos que demonizam o Irã agora estão de bico calado.

Por Paulo Roberto Stockler:

O pior que esse cara se anuncia como de esquerda, no blog…

Crianças palestinas mortas nos ataques de 2009

Três crianças palestinas foram feridas em decorrência de mais um violento ataque de Israel à Faixa de Gaza, em retaliação ao lançamento de foguetes provenientes do lado palestino. Os foguetes costumam causar apenas prejuízos materiais em Israel e raramente resultam em óbitos, como o que aconteceu em março último, onde um trabalhador agrícola tailandês de um kibutz morreu por causa de um desses foguetes. Em contrapartida, segundo informações da ONU, nos 22 dias de ataques de Israel à faixa de Gaza em Janeiro de 2009 foram mortos 1314 palestinos, sendo 416 crianças.

O Jornal da Band e o Jornal Nacional ignoraram solenemente as crianças feridas no ataque de Israel. Os mesmos jornais que há poucos dias criticavam insistentemente o presidente da república por não se posicionar a favor de prisioneiros Cubanos que faziam greve de fome, ou contra ao fechamento de TV golpista da Venezuela e aos “planos nucleares” do Irã, mas não pediram reação do governo ou se indignaram ou apenas informaram corretamente quando Israel realiza ataques desproporcionais usando todo o seu poderio bélico contra um povo que se defende com paus e pedras, com exceção dos foguetes obsoletos e proporcionalmente inofensivos se comparados com as armas e equipamentos das forças militares de Israel, que alguns radicais erradamente usam e que são usados como desculpa para essas chacinas permitidas por uma imprensa que consegue fazer política enquanto crianças estão sendo feridas e mortas.

Que me desculpem os amigos do Blog, mas eu não tinha outra imagem que pudesse ilustrar tão bem esse sentimento de nojo que toda essa hipocrisia me causa. Em determinadas situações só chocando para chamar a atenção.

As crianças da Palestina não decidiram morrer ou serem feridas e mutiladas. As crianças palestinas não fizeram GREVE DE FOME. Não são decisões dessas crianças que ceifam vidas tão breves. O que faz esse tipo de situação nefasta que são os ataques em locais onde vivem crianças e civis acontecerem ainda nos dias de hoje é o silêncio criminoso de quem deveria ter o dever de gritar contra.

Os dissidentes Cubanos, o PIG Venezuelano e a oposição no Irã têm que receber à comiseração do presidente, as crianças palestinas não. Porque essas pessoas que acham que o Brasil deve se intrometer em assuntos internos de países soberanos não cobram do Itamaraty uma cobrança dura do presidente da República frente ao ataque de Israel? Porque Israel é aliada dos EUA, por quem a velha mídia nutre veneração de eterno colonizado. Felizmente o Itamaraty se manifesta quando realmente se faz necessário, e o Brasil repudiou os ataques do ano passado. A velha mídia se arrepiou toda na época.

Antes que alguém como o Alon Feuerwerker diga que meu artigo é anti-semita quero dizer que repudio o Holocausto, o Nazismo e me solidarizo com os judeus que sofreram e foram mortos, e seus parentes. Acontece que o Holocausto não é álibi para que sucessivos governos de Israel possam cometer chacinas em ataques desproporcionais, recheados de vários crimes de guerra denunciados pela ONU, como ataque em áreas civis, utilizando até armas químicas como o Magnésio.

É muita hipocrisia da velha mídia, que usa tanto o discurso dos direitos humanos para atacar adversários dos EUA, mas quando se trata de aliados do establishment americano se mostra conivente com barbáries, minimizando a brutalidade, escondendo o que possa condená-los facilmente e, que se danem os fatos.

Por Breno:

Devo começar esse comentário dizendo que não sou anti-semita, e não tenho nada contra cidadãos israelenses e qualquer professante da fé judaica. Na verdade tenho apreço pelo sua cultura e pelo mesclar cultural-tecnológico que se tem em Israel.

Mas repudio o sionismo, e todo o arcabouço que o embasa. Repudio a desculpa de que, “se eu sofri posso fazer outros sofrerem”, repudio a gana faminta, voraz e cruel com que o governo israelense promove sua opressão terrorista contra os estados árabes circunvizinhos e o genocídio que comete e as torturas quando não físicas, psicológicas, que é padrão de seu tratamento com os palestinos, os privando de água, luz, moradia, liberdade, seguranças – direitos básicos determinados comuns a tds os humanos a mais de 200 anos.

Não cabe a mim atestar sobre a legalidade do estado de Israel, mas os atos que seu governo proclama e comete são criminosos, passiveis de serem julgados com td a dureza nos tribunais de Haia.

Me enoja os dois pesos duas medidas do PIG brasileiro, onde se tem um rebuliço por conta do suicídio de um bandidinho cubano, ou do tratamento venezuelano dirigido a um golpista, mas que ignoram a olhos vistos o sofrimento e terror que passa as pobres vitimas da ditadura israelense. É revoltante a “canonização” midiática a Israel e EUA e sua governança terrorista, e o endeusamento desses governos, onde todos devem ser como ele, e “baixinho” aqueles que se orgulham de quem é e vai contra seus absurdos.

Espero que um dia a ONU se mostre responsável e dê limites a essas nações e que o Brasil amadureça e bode esses malditos “PIGistas” atrás das grades ou além de nossas fronteiras.

Mar 122010

Eu vou retirar os elogios que fiz ao Alon Feuerwerker no artigo que respondi às suas críticas à política externa brasileira O discurso limonada sem limão. Não, ele não tem o estilo de Elio Gaspari, parece ser apenas mais um a repetir a “opinião única” da grande mídia, como uma peça de engrenagem dessa estratégia coordenada de tentar matar o contraditório se repetindo e se auto-referenciando para tentar induzir a opinião pública que essas opiniões são unânimes, como se todos nós não existíssemos ou que fossemos irrelevantes.

Talvez eu tenha me enganado porque tinha lido alguns artigos dele que discordavam da maioria dos propagadores das opiniões consensuais das redações, mas agora percebo que todas aquelas discordâncias estavam relacionadas apenas as interpretações de pesquisas eleitorais, no mais Alon apenas faz eco a essas envolventes forçadas de barra na opinião pública. A estratégia da repetição dos argumentos por esses “operários” da comunicação se assemelha assustadoramente às táticas usadas por Goebbels quando comandava a propaganda nazista.

No seu artigo nem sabedoria nem coragem Alon adere ao discurso de vilanização de Cuba que tem se intensificado. Repare na falta de coerência do posicionamento do blogueiro em outros casos em que o senso democrático e de defesa de minorias dele se escafedeu.

O presidente Israelense Shimon Peres veio ao Brasil recentemente e o presidente Lula não foi cobrado a se manifestar sobre a falta de democracia em Israel ou aos ataques desproporcionais que executou em Gaza. Ano passado “dissidentes” do pouco democrático regime de direita de Israel protestaram pela aprovação de lei aprovada pelo parlamento israelense que proibiu a participação de partidos islâmicos nas eleições em um claro desrespeito aos direitos da minoria. Nesse caso você imagina que o blogueiro saiu em defesa dos dissidentes. Mas em artigo do ano passado o blogueiro além de não dar a mínima para os direitos da minoria islâmica em Israel como mostra que se preocupa mesmo é em desqualificar o PT que justamente condenou ataques aos territórios palestinos com armas químicas proibidas de ser usdas em áreas civis e pelo bombardeio em escolas cheias de crianças. Confira aqui como o Alon não defende os direitos da minoria islâmica em Israel nem os civis palestinos que nada tem a ver com os conflitos do Hamas com Israel.

Em Golpe de Estado condenado quase por unanimidade pela comunidade internacional as forças militares de Honduras conspiram junto às elites do país e depõem e extraditam o presidente eleito democraticamente, rasgando a constituição do país que proíbe tais ações, com alegações toscas que foram desmentidas depois. Você imagina que o defensor dos direitos humanos bradou contra os golpistas e defendeu os “dissidentes” do golpe. Como se vê nesse post do blog do Alon, nem “dissidentes” os pobres hondurenhos mereceram ser chamados, e em coro com a grande mídia o blogueiro chama a parte da população que repudiou o golpe de (sic) ”partidários de Zelaya”. Confira aqui como Alon não defende os direitos humanos dos hondurenhos que não aceitaram o golpe.

Dá para perceber claramente que os neo-amigos dos direitos humanos ainda precisam aprender muito do que vem a ser respeito aos direitos da minoria e a postura imparcial com que deve se portar a diplomacia de um país respeitado como o Brasil.

Se for para se meter nos assuntos internos de Cuba vamos ter que nos meter também nos de Israel, da Arábia Saudita, dos EUA porque a política externa do país não pode ser a cega de direita que eles propõem.

Não estamos aqui a defender o regime cubano, diferente do pessoal que não tem coerência eu sou um democrata e prefiro o caminho que o presidente Lula percorreu aqui, mas não vão conseguir implantar uma diplomacia de direita que enxerga só o que os EUA gostariam que enxergássemos e como agiram governos anteriores que abriram as pernas para eles.

Um pouco de coerência não faz mal a ninguém Sr. Feuerwerker. Eu confesso que estou meio decepcionado, afinal tinha depositado nele a esperança de ver uma nova geração de jornalistas que ousasse enfrentar o status quo da opinião única, mas me enganei, é mais do mesmo. O que causa estranheza mesmo é a afirmação que faz em seu blog se auto-definindo democrata de esquerda. As contradições mostram que nem democrata, nem de esquerda.

O blogueiro Alon Feuerwerker, cujo trabalho nutro respeito por tentar fazer uma linha imparcial do tipo bate em Chico e em Francisco, no melhor estilo Gaspari de ser, escreveu um artigo chamado Limões, discursos e limonadas em que afirma em resumo não reconhecer qualquer vitória da diplomacia brasileira nos últimos sete anos e que tudo que esse governo tem a apresentar em matéria de vitória na política externa são segundo suas próprias palavras, os prêmios recebidos por Lula, as reportagens favoráveis, e os salamaleques a ele dispensados. Respeitando a opinião do jornalista, escrevo um texto questionando a sua análise e argumentos.

Para justificar seus argumentos, Alon questiona seus leitores perguntando qual seria a vitória material, concreta da diplomacia brasileira no governo Lula. Confesso que é a primeira vez que ouço falar em materialidade em questões diplomáticas. O que seria isso? Não, o jornalista não cita disputas bilaterais na OMC, porque poderíamos imaginar que uma decisão da corte da Organização Mundial do Comércio poderia ser vista como uma concretude de vitória diplomática. Não o blogueiro não citou as vitórias na escolha da sede olímpica e da Copa do Mundo. Então, o que diabos seria uma vitória material em assuntos diplomáticos?

No corpo do texto o jornalista cita o que para ele seriam vitórias “concretas”, sendo que todas elas são inequívocas questões de interpretação, não tendo nada de materiais, e tomamos como exemplo os casos  que ele citou de Russia e China. Eu que acompanhei com certo interesse a discussão dos escudos antimísseis na Europa não entendi qualquer vitória Russa, e nem percebi essa versão no noticiário internacional. No caso, o ato de agressão contra os países da região foi americano e mesmo tendo razão a Rússia teve que negociar apoio para pressionar o Irã, parceiro estratégico russo contra o expansionismo americano travestido de guerra ao terror, mas o jornalista viu como uma vitória russa, do seu direito. Quanto à China, Alon faz a maior salada, cita dois casos antagônicos como acordos comerciais sino-americanos com o encontro de Dalai Lama com Obama (?????). Como o Alon é inteligente eu presumo que ele citou o encontro não como uma vitória da China, mas como uma resposta do Governo americano ao público interno que o estava criticando pelo acordo (?!?!?!?!) afff…O Governo americano cedeu em questões comerciais simplesmente porque depende do comércio com a China, não está em situação confortável para dispor dessa relação comercial, a China nesse caso vence por ter cacife, e não por ter estratégia diplomática correta, e isso sem querer desmerecer a diplomacia dos chineses.

Ao relacionar as “derrotas concretas” do Itamaraty, Alon cita casos em que cabem várias interpretações, por exemplo, Honduras, a posição do Brasil foi referendada por quase uma unanimidade, até os EUA que tinham interesse no que aquele golpe representava não questionou. A nossa imprensa tem todo o direito de ter sua própria visão dos fatos, mesmo não tendo fora do país (com exceção da mídia pró golpe de Honduras e de alguns jornais conservadores americanos) qualquer respaldo pelo seu posicionamento exarcebadamente crítico em relação a postura brasileira, o que não pode é simplesmente decretarem, porque se auto-referenciam e se repetem até que eles mesmos acreditem que suas versões são a única e inquestionável verdade, que não há contestação possível ao que eles definem ser um fracasso, não é verdade, o Alon sabe que há contraditório e quem defende as instituições democráticas independente da coloração partidária do governo, tem que reconhecer no mínimo que as intenções foram as melhores e que se o final não foi o desejado, pelo menos o governo brasileiro não fez o papelão sugerido pelos críticos de entregar um presidente deposto a um governo golpista, esse sim seria um motivo de vergonha para ficar na história. Para concluir o blogueiro decreta que Lula e a diplomacia Brasileira foram derrotados no acordo de Doha. O que o Alon não explicou: qual foi o consenso mundial nos últimos tempos que justifique que o fracasso da rodada de Doha possa ser creditado à fraca atuação diplomática brasileira. Em vez de criticar nesse caso, acho que ele acabou evidenciando a protagonização brasileira. Só não chegou ao extremo de dizer que o motivo para não haver acordo na conferência climática foi culpa de Lula.

Sinceramente, acho que a imprensa tem dever de criticar o governo Lula, mas em determinadas situações onde o argumento é fraco geralmente se força a barra. Existem alguns pontos no governo Lula que podem ser motivos de críticas justas e embasadas, como por exemplo, a área da saúde e outros serviços disponibilizados, agora dizer que a diplomacia brasileira não tem uma vitória para mostrar é se recusar a enxergar. Lula e o Itamaraty tiraram o país da irrelevância e adesismo automático para uma posição de contraponto aos EUA, sem os radicalismos de Chávez, apontando um caminho novo a ser seguido sem o confronto verbal e sim com posições firmes que deram a política externa brasileira uma cara que nunca teve.

Não reconhecer o belo trabalho diplomático feito para convencer os membros do comitê olímpico internacional que o Brasil poderia sediar uma olimpíada é desmerecer um belo trabalho. O Alon deveria seguir o conselho do Ministro Joaquim Barbosa e sair às ruas e perguntar ao brasileiro se ele ainda tem aquele complexo de vira-latas do tempo em que autoridade tinha que tirar os sapatos para entrar nos EUA ou do presidente que vestia fardão para agradar a rainha da Inglaterra ou que discursava em língua estrangeira como um colonizado obediente para delírio da elite tupiniquim e desespero de quem tinha ainda alguma vergonha. Talvez ele perceba o que mudou.

© Desde 2008 Blog do LEN & Amigos Licença Creative Commons Suffusion WordPress theme by Sayontan Sinha

Switch to our mobile site