Deselegância

Enquanto por aqui Lula tenta apagar a presença de Fernando Henrique na história do País, nos EUA, veja só, Obama recebeu ontem a seleção de futebol do país acompanhado de Bill Clinton. Na tragédia do Haiti, mandou o antecessor George Bush como demonstração da importância da missão. Não dói muito ser elegante. (Ancelmo Góis, JC, 28.05.2010)

Da editoria-geral do Terra Brasilis

Com esta nota em sua coluna de hoje no Jornal do Commercio (Recife), o jornalista Ancelmo Góis faz o papel dos pregadores da ideia de que FHC é um grande injustiçado. E no governo LULA, então…!!! Ora, o que tem feito FHC durante o governo LULA para que este o convide a participar de um evento como a recepção ao selecionado brasileiro na última quarta-feria, 26? Pois eu já digo, caro jornalista: FHC tem, de forma sistemática e com a colaboração covarde de uma mídia pouco afeita à imparcialidade, demonstrado seu revanchismo e sua inveja por estar diante de um presidente-operário que, no comando da nação, tem se esforçado para construir um Brasil para os brasileiros. Não há nada que ligue FHC a LULA. Há, sim, aquilo que os faz diferentes: a forma de conduzir um país. FHC, o intelectual, falhou; LULA, o “operário-apedeuta”, vem confirmando sua competência para dirigir um país e tirá-lo da crise que a última gestão criou e deixou. O país de FHC não é o mesmo de LULA. A alta popularidade do atual presidente reafirma isso. Muita coisa ainda há por fazer, mas o que LULA fez já nos aponta um caminho a seguir. Seguir com altivez e a brasilidade há muito esmagadas pelo complexo de vira-latas.

Não há deselegância em não ter convidado FHC para recepcionar a Seleção Brasileira, como o caro jornalista deixa entrever na sua notinha. O que há é, da parte do jornalista, a gratuita vontade de manchar as ações do presidente LULA.

Quanto ao fato de Obama ter enviado George Bush ao Haiti “[...] como demonstração da importância da missão”, parece-me que o caro jornalista Ancelmo Góis deu um tiro no próprio pé. O que Bush fez naquela “importante missão”? O JN e o Jornal da Globo veicularam imagens que bem mostraram o comportamento pouco respeitoso do ex-presidente George Bush para com os haitianos (assista ao vídeo abaixo). Aquele “limpar a mão na camisa do ex-presidente Clinton”, vindo de alguém que comandou a maior potência mundial, não foi digno, caro jornalista… Foi imoral!

LULA não poderia convidar FHC para qualquer missão, porquanto o “Príncipe” da sociologia tupiniquim tem feito severas críticas à maneira como o atual governo conduz a aplaudida política externa. Imagine o estrago que FHC faria numa missão internacional delegada pelo governo do presidente LULA. Talvez ele, FHC, tivesse um transtorno psíquico e alardeasse, diante dos holofotes da imprensa, ser ele o presidente de fato! Mas, certamente, ele não tiraria catota do nariz em público, como faz um certo correligionário seu.

Corrigindo FHC: Lula tem 83,7%

Pesquisa CNT/SENSUS divulgada hoje confirma pesquisa Vox Populi publicada no último sábado, com Dilma Roussef à frente numericamente de Serra nas intenções de voto para presidente da República.

Estas são as primeiras pesquisas realizadas após a decisão do PSB em não ceder legenda ao Ciro Gomes para se candidatar a presidente, e ambas mostram que Dilma foi beneficiada com a saída do deputado do cenário de disputa, estratégia defendida desde o início pelo presidente Lula e que foi contestada pelos seus críticos. Mais uma vez a história mostra que Lula estava certo, e não seus críticos.

No cenário estimulado mais provável ao das eleições com todos os pré-candidatos postulantes, Sensus apurou que Dilma conseguiu 35,7% das intenções de voto contra 33,2% de Serra. Marina aparece em terceiro com 7,8%. Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex ministra venceria por 41,8% a 40,5%.

Apesar de ser considerado empate técnico devido à faixa de erro de 2,2%, a diferença numérica de 2,5% fica bem próxima da diferença de 3%, que apurou a Vox Populi em cenário semelhante.

As pesquisas Vox Populi e Sensus mostram que as trajetórias de Dilma e Serra seguem inalteradas, com crescimento constante e vigoroso para Dilma, com Serra patinando para baixo.

Elas mostram ainda como foram díspares e inexplicáveis os resultados apurados recentemente em pesquisas do Ibope e Datafolha, que no mesmo cenário deram vantagem para Serra, respectivamente de 10% e 12%. Só resta a estes dois últimos institutos corrigir os resultados nas próximas para tentar a salvar o que tenha restado de credibilidade.

O Sensus apurou ainda que na pesquisa espontânea, onde não são apresentados nomes ao pesquisado, Dilma aparece com 19,8% contra 14,4% de Serra. Lula, mesmo sem ser candidato, aparece na espontânea em terceiro com 9,7%.

Outros dados:

27,1% dos entrevistados disseram que só votariam em um candidato apoiado pelo presidente Lula, enquanto 33,7% podem votar no candidato que o presidente apoiar. Apenas 20,7% disseram que não votariam no candidato do presidente.

A avaliação positiva do governo Lula subiu de 71,5% na última pesquisa para 76,1% na atual, enquanto a avaliações pessoal de Lula subiu de 81,7% para incríveis 83,7%. Dois novos recordes.

O Povo não perdoa FHC:

Míseros 5,7% só votariam em um candidato apoiado por FHC, enquanto 17,8% disseram que poderiam votar. A maioria esmagadora de 55,4% NÃO VOTARIA EM CANDIDATO APOIADO POR FHC.

Será que ficou claro agora? Espero que a imprensa e a oposição defendam bastante o governo FHC, se possível tentem explicar de uma forma mais clara para a população brasileira sobre o fracasso daquele governo.

Levem o FHC para o palanque, defendam as privatizações e os “benefícios” daquele governo. A incapacidade de enxergar um palmo a frente do nariz faz com que insistam em defender o indefensável.

Por outro lado fica claro para a campanha de Dilma Roussef que a estratégia de campanha é correta em pautar a discussão em torno das comparações, que apavoram a oposição e seus apoiadores na velha mídia, e de colar José Serra no FHC.

A campanha de Serra entrou em franco colapso. Começou a temporada de desembarque da candidatura fadada ao fracasso. E que não se diga depois que não avisamos antes.

Reproduzo abaixo notícia que põe ponto final na “dúvida”: Serra vai privatizar ou não?

Aécio respondeu a pergunta.

Mas por que só um portal (terra) e só um jornal online (jbonline) publicaram a notícia do dia?

Uma outra pergunta para o candidato ao senado:

vão privatizar até o BB, a CEF, a Saúde, o Pré-sal?

A telefonia (que tucanos comemoram a privatização) melhorou realmente?

talvez ele responda no próximo lançamento da candidatura do Serra, até Julho deve haver mais umas cinco!

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Aécio defende privatizações e diz que Brasil não se resume ao PT

do portal Terra

Apontado como possível candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, saiu em defesa neste sábado das privatizações realizadas nos oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso. Considerado tema polêmico entre os tucanos, e ignorado pelo próprio FHC no ato de lançamento da pré-candidatura de Serra, as privatizações foram justificadas por Aécio como uma necessidade de modernização da economia brasileira.

Privatizamos, sim, setores que precisavam ser, como a telefonia (…), que negaram espaço à eficiência”, disse o tucano.

“Estamos iniciando um grande embate e é preciso que nós que aqui estamos, que o PSDB e seus aliados, estejam preparados para o debate. Também vamos discutir o nosso passado porque não há nada que nos envergonhe, ao contrário do que alguns querem ver crer”, defendeu Aécio, enfatizando, a exemplo dos dirigentes partidários que também condenaram a postura do PT no ato de lançamento da pré-candidatura de Serra, que a história do Brasil “não se resume à história do PT”.

O Brasil não foi descoberto em 2003. Não é licito julgar que sua história se resume à história do PT”, disse o ex-governador mineiro, que elencou como conquistas do PSDB a criação do Plano Real, a estabilidade econômica e cadastros para programas de transferência de renda.

“Mais do que o lançamento de um pré-candidato, estamos aqui reunidos para consagrar aquilo que eu dizia e todos diziam que a unidade do PSDB é o instrumento mais vigoroso para vermos no Brasil um governo que privilegie o mérito e o resultado”, completou Aécio, completando ainda que sua união ao projeto de José Serra ultrapassava “projetos pessoais” seus.

“Nada haverá de nos afastar do compromisso prioritário. Declarei-me não mais candidato e dava claro sinal de que estaria ao seu lado porque, acima de projetos pessoais, está o interesse de construímos um Brasil diferente”.

Ao fazer um apelo para que os eventos públicos de pré-campanha de Serra comecem logo por regiões mineiras como provas de unidade entre o PSDB, Aécio Neves disse pretender levar “a voz” do pré-candidato a todos os rincões do País.

“A partir de hoje, a sua voz será a nossa voz, das montanhas de Minas ao Nordeste deste País, ao sul, ao centro-oeste e ao norte. Até a vitória da decência e do trabalho. Até a vitória de José Serra presidente da República”, concluiu o ex-governador de Minas.

Há muito não leio a Veja, acho que desde as acusações sem punição de Diogo Mainardi.

Não perdi nada nesse meio tempo, hoje li uma edição… lá de janeiro, sobre o Haiti, PNDH, etc. As coisas ali só pioraram.

A Veja hoje é clara, é como um guia prático para reacionários… não há uma matéria com perfil jornalístico, equilibrada. Só o que se lê são opiniões, seja ela travestida de adjetivo ou advérbio.

Por exemplo: “O terrorista Marighella”, “Prestes, felizmente, não conseguiu o golpe esquerdista”.

A revista (?) é um Oasis conservador quando as coisas vão bem.

Tudo está em paz? Abra a Veja:

“PNDH é um golpe esquerdista”

“Tesoureiro do PT enfiado na Lama”

“FHC é nosso Rei”

É estranho! A Carta Capital, que sempre sofreu com o título de Chapa Branca e Revista do PT, hoje é a mais imparcial.

A diferença está entre orientação política e partidarização, a Carta tem um claro perfil de esquerda, a Veja tem um claro perfil Demo-Tucano.

A única coisa que me surpreendeu na Veja foi quando tratou de Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd. A omissão do adjetivo Socialista ao citar o músico foi o fim. Já é sabido em todo o meio reaça que a banda se dissolveu por sua face  ”esquerdista-ditatorial” (como Hugo Chavez , amigo do Lula, diga-se)… coisa típica dessa raça. Lamentável!

Mar 062010

Assim é o PSDB!

Lento e Pré-histórico!

Nunca em minha vida pensei que poderia gostar de alguma coisa que vem deste cidadão. Não sei se faz parte da estratégia do PIG de tentar dar uma guinada rumo à Candidatura Dilma, no mais radical estilo “esqueçam tudo o que eu escrevi” cardosista. Ou um puxão de orelhas nos DEMOTUCANALHAS para que “acordem para Jesus!”. Mas.. Ele disse:

“O PSDB é lento para engrenar, como o carro pré-histórico de Fred Flintstone.”

Diogo Mainard

O resto do post está aqui!

Opinião do Blogueiro:

Não é uma primasia de post. Mas ao menos possui esta verdade. Se o PSDB é lento e pré-histórico para decidir, imaginem governar!

Trio parada dura

A pesquisa datafolha provocou na oposição e mídia aliada o mesmo estrago que faz um furacão do pacífico onde ele atravessa. As reações foram as mais variadas: resignação, desespero, cinismo e paranóia. Alguns usam o resultado para forçar o governador paulista a tomar a decisão que a cada dia ele teme mais, outros para pressionar Aécio a sacrificar seu futuro político para se arriscar em uma aventura política que pode muito bem enterrar de vez seu partido e deixar suas mais importantes lideranças sem mandato a partir de 2011.

Ainda existem aqueles que procuram justificativas frágeis para tentar explicar o que todo mundo já sabia que iria acontecer. Resultados das pesquisas só começam a refletir melhor a realidade à medida que nos aproximamos das eleições, pois o recall de eleições anteriores passam a influir menos conforme a população vai conhecendo melhor os candidatos. Por esse motivo alguns argumentos parecem bastante inócuos para explicar a queda de Serra, portanto dizer que o governador não está em campanha ou nos meios de comunicação, além de ser uma afirmativa falsa não se justificaria mesmo que fosse verdade, porque exposição é muito importante para quem não é conhecido e não para quem disputa eleições de dois em dois anos, e nos maiores colégios eleitorais do país como são a cidade e o estado de São Paulo. No caso, o motivo de Serra ter perdido intenções de votos não foi porque as pessoas o desconheciam ou não sabiam que ele era candidato, até porque ele caiu na estimulada, onde são apresentadas listas com os nomes dos candidatos, e Serra estava nas listas. As  razões corretas para a queda de Serra são os desgastes sofridos com as enchentes e corrupção do DEM e pelo fato de eleitores de Lula passar a entender que ele não é candidato do presidente, mas o adversário.

O debate em torno de quem vai ser o candidato e vice da oposição é uma bobagem sem tamanho, o estrato de eleitores de ambos os personagens citados Serra e Aécio se confundem porque ambos representam o mesmo projeto, defendem as mesmas idéias, os mesmos discursos de defesa de um neoliberalismo atrasado e que se mostrou um fracasso mundo afora. Seja quem for o candidato do PSDB e seu vice, a chapa vai amealhar apenas o mesmo estrato de eleitores que em qualquer eleição possível vai votar contra o PT. Aécio pode até ter uma rejeição menor por não ter sido personagem importante no fracassado governo FHC, mas se for candidato a presidente ou a vice vai precisar enfrentar o governo Lula e se assumir oposição, voltando à disputa plebiscitária inevitável desse ano.

Quem faz contas com a popularidade de Aécio em Minas eu afirmo que pouco acrescentaria, simplesmente porque dentre os que o aprovam muitos já votariam nos tucanos de qualquer jeito, já outros que o aprovam o fazem em Minas (e isto significa que votariam no seu candidato ao palácio da liberdade não necessariamente para o planalto), mas no plano federal também aprovam o governo Lula e poderiam pender para qualquer lado.

Seja qual for a chapa tucana vai enfrentar nas urnas um governo aprovado por pelo menos 4/5 da população que quer continuidade, esse sim é o grande fato político dessas eleições, que fazem de Dilma agora mais favorita que Lula nas duas últimas eleições presidenciais. A pressão que a imprensa desesperada por não conseguir mais eleger seus escolhidos faz sobre os tucanos, os deixa cada vez mais assustados porque sabem que essa é uma aposta arriscada que se perdida pode acelerar a decadência do partido, pois nada vai poder justificar a derrota de uma super chapa com os dois mais importantes governadores do partido perdendo para quem nunca tinha perdido uma eleição e eles chamaram de poste de Lula, além do que colocaria os dois na geladeira, fora de cargos públicos por no mínimo dois anos.

Por Breno:

O que eu acho incrível é o nome que eles escolheram para essa chapa dos sonhos “puro-sangue”, nome que até mesmo Aécio criticou de forma velada. O nome já acarreta o elitismo datado do psdb, e ninguém parece notar. Num país onde os grupos minoritários tem tido representantes até expressivos, como a comunidade negra e os homossexuais, e que tendem a notificar (as vezes até mesmo de forma apelativa e desnecessária) coisas menores, não se foi feito nada por essa alegoria racista.

Eu tenho medo...

Postado por len às 3:00 am 20 Respostas »
Feb 192010

Oito anos depois de Regina Duarte tentar apavorar os brasileiros durante  a campanha eleitoral para presidente em 2002 – brasileiros esses que naquele momento já rejeitavam o FHC e o governo do PSDB – criando mitos sobre o que Lula poderia fazer com o país como acabar com a estabilidade econômica e o controle de inflação, chegou a nossa vez de alertar as pessoas para o medo que temos do país voltar às mãos de quem o levou ao fundo do poço quando teve a oportunidade de governá-lo, e diferente de 2002, hoje temos medo porque temos uma experiência real com eles no poder para fazer nossas avaliações e não apenas especulações, como Regina fez:

Eu tenho medo da desativação gradativa dos programas sociais;

Eu tenho medo do sucateamento das estatais com a intenção de privatizá-las;

Eu tenho medo da falta de planejamento que já levou o país a um apagão energético.

Eu tenho medo das políticas econômicas equivocadas que fizeram o país quebrar tres vezes;

Eu tenho medo da concentração ainda maior dos meios de comunicação;

Eu tenho medo da ascenção ao poder da direita reacionária que está por trás do PSDB;

Eu tenho medo de gente que reescreve a história tentando igualar torturadores assassinos e vítimas;

Eu tenho medo da volta da política de desvalorização do funcionário público;

Eu tenho medo de voltar a ser governado pelos Daniel Dantas da vida;

Eu tenho medo da falta de incentivo que fez quebrar setores produtivos do país;

Eu tenho medo da volta do neoliberalismo que concentra renda e aumenta a pobreza;

Eu tenho medo do retrocesso nos avanços do Prouni e cotas raciais;

Eu tenho medo de voltarem a tratar os sem-terra como em Eldorado de Carajás;

Eu tenho medo de entregar a chave do cofre para aliados do Arruda, da Yeda, do Richa…;

Eu tenho medo da Polícia Federal voltar a ficar amarrada sem combater colarinho branco;

Eu tenho medo do país voltar a ser coadjuvante no cenário internacional;

Eu tenho medo de ser governado com quem não dialoga com setores da sociedade;

Eu tenho medo de quem manda a polícia bater em manifestante e estudante;

Eu tenho medo da volta dos salários de fome e da escassez de empregos;

Eu tenho medo do retorno dos incompetentes protegidos pela mídia chapa branca;

Eu tenho medo de voltar a ter um presidente que governa para os ricos e não fala a língua dos mais necessitados.

Feb 082010

Charge do Bira

Nem as últimas pesquisas que apontaram crescimento vigoroso de sua candidatura e queda do adversário foram notícias tão boas para a Dilma houssef quanto o reaparecimento do FHC no debate das eleições presidenciais. O ex-presidente com maior rejeição da nossa breve história pós redemocratização, sempre que aparece criticando Lula ou o Governo provoca aumento da aprovação dos mesmos nas pesquisas imediatamente seguintes.

FHC conseguiu a proeza de sair da presidência com uma aprovação de apenas 14% e uma taxa de reprovação recorde. Essa reprovação não se trata de nenhuma injustiça porque pegou um país com inflação controlada, reservas de moeda estrangeira e divida pública em níveis aceitáveis e conseguiu entregar um país que ficou 8 anos estagnado, sem gerar empregos que suprissem a demanda crescente do mercado de trabalho, sem credibilidade internacional nem crédito para importações e exportações, reservas totalmente destroçadas e taxas de juros astronômicas, fora a inflação que começou a acelerar no final do governo tucano, e não me venha defender teoria Leitão de “Efeito Lula” que quem tem que controlar a economia e ser responsabilizado por crises em qualquer lugar do mundo é o governo e não a oposição.

O governo FHC ficou marcado por uma gestão de incompetencia, do apagão energético, dos programas sociais sem profundidade que mantinham a exclusão, da falta de emprego, do entreguismo do patrimônio público, do sucateamento de estatais, da desvalorização do poder de compra do salário mínimo e do funcionalismo público, pela reação violenta contra manifestações democráticas, pelo acorrentamento do ministério público e da polícia Federal que não podiam investigar crimes do colarinho branco, do favorecimento criminoso de corruptores como o Daniel Dantas e ainda por ter sido o único presidente flagrado por um grampo autorizando o uso do seu nome para tráfico de influência para benefício de poderosos.

Não adianta vir depois disso tudo agora querer reescrever a história FHC, você blefa porque não tem cacife para encarar essa comparação. Qual dos teus migos tucanos vieram te defender e apoiar a comparação? sabe qual FHC? nenhum, eles estão doidos para que voce cale a boca e vá fazer uma visitinha na antártida e que o seu navio vire o titanic. Voce lembra FHC, o que aconteceu com o Alckmin em 2006 depois que o Lula puxou para o debate a comparação só dos primeiros quatro anos de Lula? que nem foram tão bons quantos os quatro últimos? O Alckmin conseguiu diminuir a quantidade de votos que no primeiro.

Nada pode ser melhor para Dilma do que essa entrada do FHC na discussão da disputa eleitoral, não vai precisar nem puxar pela memória das pessoas para fazer a associação, com ele na mídia avivando as lembranças vai ficar mais fácil do que Lula planejou. Os tucanos que o levem para o palanque e o exibam com orgulho se forem capazes.

Só espero que apareçam jornalistas com coragem suficiente para perguntar ao FHC o que as pessoas realmente gostariam que ele respondesse, que é sobre o que ele quis dizer com o “estamos no limite da irresponsabilidade” e que ele explique o que achou do caso de sua filha que era fantasma do senado e recebia sem trabalhar, que por coincidencia apareceu uma semana depois dele ter dito que “estava acontecendo uma cupinização do senado”. A cupinização dizia respeito a ela também?

Por Tomás:

Os programas sociais de FHC não surgiram porque ele os quizesse fazer. Surgiram como concessões negociadas a muito custo. Concessões a setores conservadores que trabalhavam com bandeiras políticas de ações assistencialistas, através de líderes como Antonio Carlos Magalhães.

Jan 232010

Tratado pela imprensa corporativa como presidente eleito, segundo o bravo jornalista Paulo Henrique Amorim, o governador de São Paulo José Serra passou a ser a única alternativa/esperança de todas as forças conservadoras que se opõem ao governo progressista do presidente Lula, principalmente depois que o governador de Minas Gerais Aécio Neves desistiu de concorrer irritado com o caciquismo tucano paulista que só aceita Serra como candidato pelo recall que possui por ter participado de 3 das 4 últimas eleições, seja para prefeito, para governador ou para presidente.

As perspectivas nesse ano para Serra já se complicaram porque as previsões são unanimes que o ano vai ser bom para economia e o presidente está mais popular do que nunca. Ao contrário do que os adeptos de Goebbels insistem em repetir como papagaios para convencer as pessoas, ninguém na oposição ou na imprensa acredita nesse favoritismo de Serra, sabem que recall se dilue quando a campanha começa para valer, daí a exposição fica maior e dá para o eleitor que não acompanha de perto o dia a dia da política conseuir entender quem pode dar continuidade com o que ele aprova nesse governo bem avaliado e quem vai romper com os avanços. Por isso Serra sempre titubeou quanto a se declarar candidato, ele nunca fez suspense quando os cargos pretendidos eram outros. Em 2006 ele já amarelou porque sabia que não venceria o presidente nas urnas e ele é muito apegado a cargos públicos para ficar um tempo sem mandato, agora as mesmas dúvidas rondam a cabela do Serra e a sua situação piora a cada instante.

O ano começou péssimo para o Serra. Os temporais de São Paulo expõem as fragilidades das péssimas administrações dos tucanos e minam sua popularidade justamente no seu maior reduto, fora o desgaste natural de 16 anos de administração tucana no estado. O que pode ser a gota d’água e decretar a desistência definitiva da candidatura Serra são a próximas pesquisas de opinião para Presidente da Republica. Segundo o Jornal da Band, pesquisa Vox Populi no Rio de Janeiro mostra queda acentuada de Serra e crescimento de Dilma, chegando a um empate técnico. Dependendo dos resultados nacionais dessa pesquisa, que deve estar para sair, provavelmente a vontade de desistir de Brasília vai aumentar e Serra vai querer garantir um pássaro na mão.

O BLOG DO LEN faz campanha para o Serra não desistir. Queremos desesperadamente o Serra como candidato da oposição a presidencia da república. Não tem candidato que seja tão talhado para perder e que seja tão associado ao Governo FHC do que ele. Alguém estenda a mão para a candidatura Serra que ela está se afogando. Uma bóia pelo amor de Deus.

Jan 202010

O presidente Lula dá frequentemente declarações públicas polêmicas, é do seu feitio se manifestar praticamente sobre tudo sem evitar os desgastes políticos da opinião, e por se manifestar com frequencia em algumas delas comete deslizes, como qualquer ser humano. Eu não sei se foi um pensador que disse isso, mas um dia alguém me disse que todo mundo tem seus dois minutos de bossalidade diários e que os gênios ficam calados nesses dois minutos, eu diria que se isso é uma verdade, o presidente lula é uma exceção, pois mesmo sendo um gênio, não possui esse freio e por vezes dá declarações que contraria até seus apoiadores. Uma dessas declarações infelizes do presidente foi afirmar que não teremos candidatos “trogloditas” de direita nas próximas eleições. Eu não sei se podemos deixar chamar de troglodita um governador que manda a sua polícia bater em gravista, manifestante, estudante e até em outros policiais, como vem sendo uma constante no governo Serra, mas tenho certeza absoluta que a direita tem candidato, está unida em torno de sua candidatura em 2010 e já se assumem.

Os sinais são claros. A direita no Brasil não só não desapareceu como está forte pois controla a aliança de oposição e os principais meios de comunicação do país.  As evidências que sustentam essa tese vão se revelando a cada dia mais consistentes, principalmente se levarmos em consideração os posicionamentos recentes de partidos de oposição representados por seus líderes e dirigentes e na grande imprensa, por intermédio de seus articulistas e editoriais.

Em toda e qualquer discussão com contornos ideológicos há um alinhamento imediato entre o que pensam os meios de comunicação e os partidos de oposição, e esse alinhamento geralmente se identifica com posições mais conservadoras qualificadas no mundo inteiro como ideários da direita. Esse posicionamento de direita, que durante duas décadas ficou escondido nos porões e em reuniões secretas de comemoração de aniversários do golpe de 64 (porque desde a constituição de 88 tinha sido duro assumir a herança e defesa da ditadura), vem se tornando mais assumido pela tentativa torpe de se reescrever a história recente desse país, querendo colocar no mesmo saco quem torturou, matou e fez desaparecer brasileiros com quem lutou contra a repressão e o sequestro de direitos civis individuais democráticos. Essa sanha por reescrever a história ficou bem clara nos episódios em que a Folha de São Paulo chamou o regime militar que matou e torturou de “Ditabranda”, deu como verdadeira falsificação grosseira da ficha do DOPS da ministra Dilma e publicou artigo de página inteiro onde um psicopata faz acusações falsas gravíssimas contra o presidente da república que seriam facilmente desmentidas caso o jornal se desse o mínimo trabalho de checar fontes e testemunhas. Os partidos de oposição, inclusive o PSDB que tem lideranças que sofreram perseguição pelo regime, nesses casos se calam, ou apoiam de forma velada por declarações nos bastidores. Essa progressão da tentativa de reescrever a história para beneficiar os criminosos e acusar as vítimas por si só já seria algo repulsível, mas infelizmente as evidências que estes estão perdendo a vergonha de se assumirem não param por aí, e em várias situações é clara a coincidência de posicionamentos.

Mídia e oposição fazem eco em relação ao posicionamento sempre contrário aos governos ditos de esquerda da américa do sul como Venezuela, Bolívia, Equador e Paraguai e aos demais adversários de Washington como o Irã e Coréia do Norte. Também se alinharam no apoio a princípio velado ao golpe em Honduras e depois na tentativa de desconstrução da tese de golpe, como se fosse absolutamente necessário à proteção das intistuições democráticas. O alinhamento ainda se reflete nas críticas ensaiadas contra o PNDH 3 e as conferências de comunicação e cultura, no posicionamento contra a criação de cotas raciais e as políticas de valorização salarial do funcionalismo e trabalhador em geral e de distribuição de renda. O recente episódio da vitória do candidato da direita Pinêra nas eleições presidenciais no Chile gerou reações tantos nos partidos de oposição quanto na imprensa que reforçam essa nova fase de se assumir de direita e que se danem o que os outros vão pensar, pois eles mesmos traçaram um paradoxo com a realidade brasileira.

A medida que se aproxima a data das próximas eleições presidencias no Brasil, os ataques além de ensaiados vão ficando cada vez mais agressivos como é costume da direita. As mentiras e repetições das mesmas à exaustão estão e vão ser usadas para rebater os números que mostram os avanços sociais e de bem estar da população verificados no  governo do presidente Lula. Nunca antes na história desse país a filosofia goebbeliana foi tão importante para a imprensa e para a oposição quanto nesse ano de 2010.

Direita volver? não obrigado!

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