Costuma ser chamado de “barriga” o chute jornalístico que não se confirma, em outras palavras quando um jornalista anuncia um furo jornalístico que se transforma em um “traque” porque é desmentido pelos fatos. A barriga pode acontecer por descuido, quando se confia demais em uma fonte que passa a perna no jornalista e por não checar outras fontes para encontrar mais indícios, ou por má fé do profissional, que por desdenhar da capacidade crítica do seu leitor usa desse tipo de expediente para tentar criar a ilusão que é bem informado nos bastidores da política aumentando o seu cacife e/ou para criar crises artificiais que mesmo sem durar muito tempo, pois logo é desmentida, já causa algum transtorno pela necessidade das autoridades virem a público negar a informãção falsa.
Infelizmente a pior das barrigas, a da desonestidade, vem se proliferando nos jornais da grande imprensa e o que antes era uma situação de exceção se tornou uma rotina, e junto com a distorção do direito de manter fontes em sigilo que também está sendo usado para plantar mentiras, são o que tem de pior hoje em dia em matéria de prática jornalística.
Uma jornalista que é recorrente na prática do ”barriguismo” é a Senhora Eliane Cantanhede da FSP, sendo que uma delas foi considerada por muitos como criminosa, quando em meio a um surto endêmico sazonal de Febre Amarela escreveu um artigo alarmante naquele jornal, assustando as pessoas afirmando que o país vivia uma epidemia sem controle e que era para as pessoas correrrem para o Posto de Saúde para se vacinar, e apesar de ser impossível afirmar que foi o seu artigo que provocou uma corrida para vacinação, inclusive com pessoas morrendo por tomarem mais de uma dose, a jornalista recebeu váarias críticas vindo de autoridades da área da Saúde e, se não me engano até o ministério público chiou. Além desse caso da Febre amarela, a jornalista em abril do ano passado, em um pretexto para falar mal do Brasil e fazer a apologia de sempre ao complexo de Vira-lata, faz um artigo elogiando a “nova potência” Dubai, meses antes do país ser declarado falido, no maior fracasso de um projeto megalomano dos últimos tempos.
A nova e insistente barriga de dona Eliane está relacionada a concorrência montada pelo governo brasileiro para compra de caças e transferência de tecnologia. Há um tempo atrás soltou a nota que a FAB tinha feito um ranking e que o caça sueco da marca Gripen era o melhor avaliado e o francês Rafale tinha sido o último. FAB e Ministro da defesa vieram a público para desmascarar dona Cantanhede, mas parece que a senhora não se fez de rogada e ontem aprontou mais uma das suas, escrevendo um artigo onde afirmava que o presidente e o ministro da defesa já tinham escolhido o Rafale. Mais uma vez Eliane Cantanhede é desmentida para o país inteiro ver. Só um jornal sem vergonha como a FOLHA DE SÃO PAULO pode permitir que um profissional contratado acabe por exterminar o pouco de credibilidade que ainda existia naquela publicação









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